
Estamos no SISU 2026 e muita gente já percebeu um padrão: as notas de corte parecem bem mais altas, pelo menos olhando as parciais, do que no ano de 2025.
O SISU desse ano usa as notas do ENEM 2025, um ano que apresentou mudanças importantes no rigor de correção da prova e também vazamentos de questões, que foram anuladas pelo INEP.
Vale lembrar que, até o momento, não existe nota de corte final. Ela só se define quando o sistema fecha e o resultado oficial é divulgado.
O que vemos agora são notas parciais, que funcionam como um termômetro do comportamento dos candidatos — e, por enquanto, esse termômetro está apontando para cima.
Neste artigo, explicaremos por que o SISU 2026 parece mais competitivo, como as notas do ano anterior impactam esse cenário, o que as parciais realmente indicam e quais cuidados você precisa ter antes de tomar decisões com base apenas nos números iniciais. Vamos lá?
Confira a seguir:
ToggleO que é o SISU e como funciona o SISU 2026?
O Sistema de Seleção Unificada é o sistema do Ministério da Educação que seleciona candidatos para vagas em universidades públicas usando exclusivamente a nota do Exame Nacional do Ensino Médio.
No SISU 2026, os estudantes utilizam as notas do ENEM 2025 para disputar vagas em cursos de graduação. Durante o período de inscrição, o sistema atualiza diariamente as notas de corte parciais, com base na pontuação dos candidatos inscritos em cada curso, turno e modalidade de concorrência.
Ao final do prazo, o SISU fecha o sistema, consolida as classificações e divulga o resultado oficial, que define quem foi aprovado na chamada regular e quem segue para a lista de espera.
Por que o SISU 2026 está com notas de corte mais altas?
No Sistema de Seleção Unificada 2026, o Ministério da Educação (MEC) passou a considerar as notas dos anos de2023,2024 e2025 no processo seletivo. O sistema escolhe automaticamente a edição que oferece a melhor nota para aquele curso, sem possibilidade de misturar resultados de anos diferentes.
Na prática, isso significa que o SISU 2026 aceita as notas dos últimos três ENEM realizados pelo candidato. Essa mudança estrutural é um dos principais fatores por trás do aumento das notas de corte parciais observado nesse ano.
Com mais edições válidas ao mesmo tempo, dois efeitos importantes acontecem simultaneamente — e ajudam a explicar por que as parciais estão mais altas.
Mais candidatos com alto desempenho no mesmo processo seletivo
Antes, a disputa do SISU acontecia dentro de uma única “safra” de candidatos, todos vindos da mesma edição do ENEM. Agora, três gerações de notas competem juntas no SISU 2026.
Esse acúmulo amplia a concorrência, especialmente no topo da classificação. Em cursos altamente disputados, como Medicina, Biomedicina, Odontologia e outros, esse efeito empurra as notas de corte parciais para cima logo nos primeiros dias do sistema.
Cada candidato participa com sua melhor nota do ENEM
Outro ponto central é que o sistema utiliza automaticamente a edição do ENEM em que o candidato se torna mais competitivo para aquele curso específico.
Na prática, pessoas que em um único ano ficariam abaixo da nota de corte passam a entrar no SISU 2026 com uma pontuação mais forte, escolhida entre suas melhores performances nos últimos três anos.
Isso amplia o número de candidatos com notas altas e cria um efeito colateral relevante no processo seletivo.
Com três edições válidas, entram na disputa:
- quem já foi aprovado em anos anteriores e participa para avaliar o cenário;
- quem ficou próximo da aprovação e tenta novamente com uma nota guardada;
- quem se inscreve em cursos como Medicina apenas para “sentir o terreno” e depois muda a opção.
Esse fator, isoladamente, não explica todo o aumento das notas de corte. No entanto, ele potencializa o cenário, pois concentra um volume maior de notas altas no mesmo processo seletivo — o que, inevitavelmente, infla as parciais do SISU 2026.
A concorrência real está mais forte no SISU 2026?
Esse é um ponto que muita gente interpreta de forma equivocada. Quando as notas de corte sobem no Sistema de Seleção Unificada 2026, a primeira conclusão costuma ser automática: “todo mundo ficou melhor”. A realidade é um pouco mais complexa.
É verdade que, ao longo dos anos, a concorrência em cursos de alto desempenho ficou mais pesada. Hoje, os candidatos chegam ao processo seletivo mais preparados porque:
- estudam com métodos mais eficientes e direcionados;
- têm acesso a plataformas, materiais e simulados antes restritos a uma minoria;
- entram no SISU com estratégias mais claras de escolha de curso e nota.
Esse avanço coletivo aumenta, sim, o nível médio dos candidatos. No longo prazo, isso gera uma competitividade maior e uma espécie de elevação estrutural das notas, especialmente nos cursos de alta competitividade.
Mas é importante separar as coisas: esse fortalecimento da concorrência é um processo gradual, construído ao longo dos anos. Ele ajuda a explicar o cenário atual, mas não é o único fator — nem o principal responsável — pelas oscilações mais bruscas observadas nas notas de corte do SISU 2026.
Qual é a melhor estratégia para enfrentar o SISU nos próximos anos?
É compreensível a frustração. Dá para reclamar — e até com certo fundo de razão — sobre como o SISU 2026 parece mais difícil e como a entrada em cursos concorridos, está cada vez mais exigente. O problema é que isso, por si só, não muda a realidade do processo seletivo.
O cenário já está dado. E, dentro dele, existem decisões estratégicas que fazem diferença real no resultado. Hoje, enfrentar o SISU passa basicamente por duas escolhas fundamentais: uma é óbvia, a outra costuma ser ignorada — e custa caro para muitos candidatos. Confira!
Elevar o nível de desempenho no ENEM deixou de ser opcional
Quando a régua sobe, estudar “o suficiente” deixa de existir. A preparação precisa ser:
- mais profunda;
- mais consistente;
- e, principalmente, mais bem direcionada.
Isso significa estudar com método, constância e leitura inteligente da prova. Não é sobre fazer mais do mesmo, mas sobre estudar melhor. É esse tipo de preparação que permite enfrentar a inflação das notas e continuar competitivo mesmo em um cenário mais duro.
Não depender exclusivamente do ENEM é uma decisão estratégica
Apostar todas as chances de aprovação em uma única prova hoje representa um risco alto. O ENEM continua sendo central, mas não é o único caminho possível.
Vestibulares tradicionais seguem aprovando milhares de estudantes todos os anos e, em muitos casos, oferecem oportunidades que o SISU não contempla. Quem olha apenas para o SISU entra no jogo com um baralho incompleto.
A estratégia mais sólida é diversificar as vias de aprovação.
É exatamente nessa lógica que entra a Plataforma Assaad. A preparação é pensada para resolver esses dois pontos ao mesmo tempo:
- construir uma base extremamente forte para o ENEM, capaz de manter o aluno competitivo mesmo com notas infladas;
- e, paralelamente, preparar de forma específica para vestibulares tradicionais, por meio do AVT e do Assaad Vestibulares Tradicionais, ampliando de verdade as chances de aprovação.
No fim das contas, a solução não é esperar que o sistema mude. É jogar melhor:
- com mais estratégia;
- preparo;
- e caminhos abertos.
Dica prática para o SISU daqui para frente
Se você está acompanhando as parciais do Sistema de Seleção Unificada 2026 e sente ansiedade a cada atualização, aqui vai a dica mais inteligente para não errar na estratégia: trabalhe com margem de segurança.
Tomar decisões apenas olhando a parcial do dia costuma levar a trocas precipitadas e escolhas ruins. A margem de segurança ajuda justamente a reduzir esse risco.
O que é margem de segurança no SISU na prática?
Funciona assim:
- priorize opções em que sua nota esteja próxima ou acima da nota de corte parcial;
- uma referência simples e funcional é trabalhar com cerca de 2 pontos de margem.
Veja como interpretar isso no SISU 2026:
- até ~2 pontos abaixo da parcial — cenário possível. A nota de corte final pode cair e alcançar sua pontuação;
- na parcial ou acima dela — cenário mais confortável. Quanto maior a diferença a seu favor, menor a chance de surpresas negativas.
- muito abaixo da parcial — cenário de alto risco. Aqui, você passa a depender de uma queda grande e improvável, o que costuma forçar decisões impulsivas e estratégicas ruins.
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Em resumo
O que está acontecendo com as notas parciais no SISU 2026?
As notas parciais do Sistema de Seleção Unificada 2026 aparecem mais altas nas primeiras atualizações, mas ainda funcionam apenas como referência. A nota de corte real só é definida após o fechamento do sistema e a divulgação do resultado oficial.
Por que o SISU 2026 impactou quem quer Medicina?
O SISU passou a considerar automaticamente a melhor nota entre os três últimos ENEM (2023, 2024 e 2025). Isso concentrou mais candidatos com alto desempenho no mesmo processo seletivo, pressionando as parciais, especialmente em cursos muito concorridos como Medicina.
Qual é a melhor estratégia para passar em Medicina a partir de 2026?
A estratégia envolve duas frentes complementares:
- elevar o nível de desempenho no ENEM com preparação mais profunda e direcionada;
- ampliar as chances de aprovação ao incluir vestibulares tradicionais no planejamento, sem depender apenas do SISU.
Qual a principal recomendação para quem está no SISU 2026?
A orientação é analisar as parciais com margem de segurança, evitando trocas impulsivas de opção. Além disso, é essencial entender que a concorrência vem se tornando mais qualificada ao longo dos anos, com candidatos mais preparados e acesso maior a recursos de estudo.
Artigo escrito por
Plataforma Assaad