A gripe é uma infecção respiratória aguda de curta duração causada pelo vírus influenza. Ao entrar no nosso organismo pelo nariz, esse vírus multiplica-se, disseminando-se para a garganta e demais partes das vias respiratórias, incluindo os pulmões. O vírus influenza é uma partícula esférica que tem um diâmetro interno de 0,00011 mm.
Disponível em: www.gripenet.pt. Acesso em: 2 nov. 2013 (adaptado).
Em notação científica, o diâmetro interno do vírus influenza, em mm, é
A) 1,1×10−1
B) 1,1×10−2
C) 1,1×10−3
D) 1,1×10−4
E) 1,1×10−5

✍ Resolução Em Texto
Matérias Necessárias para a Solução da Questão:
- Matemática Básica: Potenciação e Notação Científica.
Tema/Objetivo Geral:
- Conversão de números decimais muito pequenos para o formato padrão de Notação Científica.
Nível da Questão: Fácil.
- A questão exige apenas a aplicação mecânica da regra de deslocamento da vírgula. Não há conversão de unidades (o texto dá em mm e pede em mm), nem operações complexas. É um teste de contagem de casas decimais.
Gabarito: D.
- O número é
0,00011. Para transformá-lo em notação científica (a⋅10n), a vírgula deve se mover para depois do primeiro algarismo significativo (1). Ela anda 4 casas para a direita. Logo, o expoente é−4. Resultado:1,1⋅10⁻⁴
1️⃣ PASSO 1 – O QUE A QUESTÃO QUER? (O MAPA DA MINA)
Decodificação do Objetivo:
A questão fornece um número decimal “feio” e cheio de zeros (0,00011) e pede para você “maquiar” esse número usando a Notação Científica. O objetivo é reescrever o mesmo valor de forma mais compacta.
Simplificação Radical (A Analogia Central):
Imagine que a vírgula é um viajante perdido. Ela está num lugar ruim (antes de vários zeros).
Ela precisa viajar até encontrar a primeira “casa habitada” (o primeiro número que não é zero, que é o 1).
Sua missão é contar quantos passos a vírgula precisa dar para chegar lá.
Passos para a Direita = Expoente Negativo (O número era pequeno).
Passos para a Esquerda = Expoente Positivo (O número era grande).
Plano de Ataque (O Roteiro da Investigação):
- Identificar onde a vírgula está agora.
- Identificar onde a vírgula deve chegar (após o primeiro número diferente de zero).
- Contar os pulos e escrever a potência de 10 correspondente.
2️⃣ PASSO 2 – DESVENDANDO AS FERRAMENTAS (A CAIXA DE FERRAMENTAS)
Regra de Ouro da Notação Científica:
O formato deve ser sempre: N⋅10E
Onde:
- N (Mantissa): Deve ser um número entre 1 e 10 (
1≤N<10). - E (Expoente): É o número de casas que a vírgula andou.
- Andou para a Direita (
→): Expoente Negativo (-). - Andou para a Esquerda (
←): Expoente Positivo (+).
- Andou para a Direita (
3️⃣ PASSO 3 – INTERPRETAÇÃO GUIADA (MÃO NA MASSA)
Vamos executar a operação:
O Número Original: 0,00011
O Alvo (Onde a vírgula quer ir):
Ela precisa ficar depois do primeiro “1”, para que o número vire 1,1.
(Por que não 11? Porque a regra diz que o número tem que ser menor que 10).
A Contagem dos Passos:
- Pula o primeiro 0 (00,0011) – Passo 1
- Pula o segundo 0 (000,011) – Passo 2
- Pula o terceiro 0 (0000,11) – Passo 3
- Pula o número 1 (00001,1) –
Passo 4
A vírgula parou! O número virou 1,1.
O Ajuste da Potência:
Ela andou 4 casas para a Direita.
Direita = Negativo.
Expoente = -4.
Resultado Final:
1,1×10⁻⁴
🚨 ARMADILHA CLÁSSICA! 🚨
CUIDADO! Muita gente conta os zeros!
“Ah, tem quatro zeros antes do 11, então é -4”.
Neste caso deu certo por coincidência (3 zeros decimais + o zero antes da vírgula = 4).
Mas e se fosse 0,0002? (Três zeros decimais + 1). A vírgula anda 4 casas (2⋅10⁻⁴) . Se contasse só os zeros depois da vírgula (3), erraria.
Regra: Conte casas (pulos), não conte zeros!
A Bússola (O Perfil do Culpado):
- Síntese do raciocínio: Deslocamos a vírgula 4 posições para a direita para obter o coeficiente 1,1.
- Expectativa: O valor
1,1×10⁻⁴.
4️⃣ PASSO 4 – ALTERNATIVAS COMENTADAS (A AUTÓPSIA)
- A)
1,1×10⁻¹- O Diagnóstico do Erro: Preguiça de andar.
- Por que está incorreta: Isso seria
0,11. A vírgula só andou uma casa. - Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
- B)
1,1×10⁻²- O Diagnóstico do Erro: Parada antes da hora.
- Por que está incorreta: Isso seria
,011. A vírgula andou duas casas. - Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
- C)
1,1×10⁻³- O Diagnóstico do Erro: Contagem de zeros decimais.
- Por que está incorreta: O aluno contou os 3 zeros depois da vírgula (
0,00011) e achou que esse era o expoente. Isso resultaria em0,0011. - Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
- D)
1,1×10⁻⁴- Análise de Correspondência: Perfeito. A vírgula deslocou-se 4 casas para a direita, transformando
0,00011em1,1. - Conclusão: ✔️ Alternativa correta.
- Análise de Correspondência: Perfeito. A vírgula deslocou-se 4 casas para a direita, transformando
- E)
1,1×10⁻⁵- O Diagnóstico do Erro: Excesso de zelo.
- Por que está incorreta: O aluno andou uma casa a mais, transformando o número em
11×10−5. Embora matematicamente equivalente, a forma padrão exige que o coeficiente esteja entre 1 e 10 (1,1), não 11. Ou o aluno contou o total de dígitos (5) e usou como expoente. - Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
5️⃣ PASSO 5 – O GRAND FINALE (APRENDIZAGEM EXPANDIDA)
Frase de Fechamento:
Na notação científica, o tamanho do passo define a potência: para transformar o minúsculo vírus de 0,00011 mm em um número legível (1,1), precisamos mover a vírgula 4 casas para a direita, gerando o expoente negativo -4 (Alternativa D).
Resumo-flash (A Imagem Mental):
👉 Direita = Diminui (Negativo).
👈 Esquerda = Aumenta (Positivo).
(Andou 4 pra direita → -4).
🧠 Para ir Além (A Ponte para o Futuro):
Conexão com a Biologia e Nanotecnologia:
O tamanho desse vírus (1,1⋅10−4mm) é igual a 110 nanômetros (110⋅10−9m).
Saber converter essas unidades é vital para entender por que máscaras comuns (com poros de micrometros) não filtram vírus sozinhos, mas filtram as gotículas de água onde eles viajam. A notação científica é a linguagem do mundo invisível!