15% off para você conhecer a Plataforma Assaad

Didática mágica, resultados garantidos. Aproveite mais de 15% de desconto na Plataforma Assaad e garanta sua aprovação em Medicina ainda em 2025.

Questão 03 (ESPANHOL) caderno azul ENEM 2020 Dia 1

La violencia como bella arte

   Pues bien, “Relatos Salvajes’, de Damián Szifrón, es sobre todo un brillante esfuerzo por poner rostro, por fotografiar, a la parte de la violencia que tanto cuesta ver en el cine. De repente, el director argentino coloca al espectador ante el espectáculo, digamos putrefacto, de una sociedad enferma de su propia indolencia, anestesiada por su ira, incapaz de entender el origen de la insatisfacción que la habita. é Cómo se quedan? Si, estamos delante de la una pelicula vocacionalmente violenta, obligadamente salvaje, pero, y sobre todo, deslumbrante en su claridad.

   Más allá del esplendor sabio de una producción perfecta, lo que más duele, lo que más divierte, lo que mas conmueve es la sensación de reconocimiento. Cada uno de los damnificados, pese a su acento marcadamente argentino, somos nosotros. O, mejor, cada insulto proferido, y no siempre entendido, es nuestro, en algún momento ha salido de nuestra boca. O saldrá.

   La violencia no es sólo eso que tanto desagrada a los profesionales del buen gusto, a los programadores de ópera o a los filósofos de la nada; la violencia, la realmente insoportable, es también una cuestión de actitud, un simple gesto. Y esa violencia está por todas partes, está dentro. Y Szifrón acierta a retrataria tan fielmente que no queda otra cosa que romper a reir. Aunque sólo sea de simple desesperación. Briliante, magistral incluso.

A evidência sobre esse reconhecimento está marcada no segundo e no terceiro parágrafo, onde o autor, de maneira geral, expressa toda a semelhança que espectador pode encontrar a partir de toda violência apresentada no filme.

A) cômico como fuga da sociedade diante de situações violentas.
B) estado de apatia da sociedade perante a violência rotineira do mundo atual.
C) empecilho para o espectador vivenciar a violência bruta na realidade e na ficção.
D) sotaque reforçado dos personagens a fim de marcar o espaço do cinema argentino.
E) autorreconhecimento diante dos diversos tipos de comportamento humano frente à violência.

✍ Resolução Em Texto

  • Matérias Necessárias para a Solução da Questão:
    • Interpretação de Texto Crítico (em Espanhol)
    • Análise de Gênero Textual (Resenha de Cinema)
    • Literatura (Identificação de Tese e Argumentos)
  • Tema/Objetivo Geral: Analisar uma resenha crítica para identificar a tese central do autor sobre a experiência do espectador ao assistir ao filme “Relatos Selvagens”.
  • Nível da Questão: Médio.
    •  A questão exige a capacidade de identificar a principal conclusão do autor, que não é sobre o filme em si, mas sobre a relação do filme com o espectador. O candidato precisa rastrear a argumentação que leva à ideia de que o filme funciona como um espelho.
  • Gabarito: E
    • A alternativa está correta porque a tese central do crítico é que a maior força do filme é a “sensação de reconhecimento”, afirmando explicitamente que os personagens violentos “somos nós” e os insultos “são nossos”, o que define a experiência como um ato de autorreconhecimento.

PASSO 1 – O QUE A QUESTÃO QUER? (O MAPA DA MINA)

Decodificação do Objetivo: Em bom português, a missão é: “Este texto é a opinião de um crítico sobre o filme ‘Relatos Selvagens’. Segundo ele, qual é a coisa mais poderosa, o principal efeito que o filme causa em quem o assiste?”

Simplificação Radical (A Analogia Central): Imagine que o filme é um interrogatório agressivo. Ele não está apenas contando uma história; ele está colocando o espectador na cadeira de suspeito e o forçando a se olhar no espelho da sala. O crítico argumenta que, ao final do filme, a pergunta não é “quem são esses personagens loucos?”, mas sim “será que esse louco sou eu?”. A violência na tela nos faz reconhecer a violência que existe dentro de nós. A questão nos pede para identificar essa experiência de “se ver no espelho do interrogatório”.

Plano de Ataque (O Roteiro da Investigação):

  • Identificar a Tese do Crítico: Vamos procurar a frase no texto onde o autor resume sua principal impressão sobre o filme.
  • Rastrear as Provas: Quais são as frases ou expressões que o autor usa para provar sua tese?
  • Construir o Perfil da Experiência: Com base na tese e nas provas, vamos descrever em uma palavra o que o filme causa no espectador, segundo o crítico.
  • Realizar a Autópsia: Vamos analisar cada alternativa para ver qual delas corresponde a esse perfil.

PASSO 2 – DESVENDANDO AS FERRAMENTAS (A CAIXA DE FERRAMENTAS)

Para este caso, a melhor ferramenta é construir o raciocínio juntos, focando na linha de argumentação do autor. Vamos usar um Diálogo Mentor-Aluno.

  • 🕵️‍♂️ Mentor: “Detetive, o crítico elogia muito o filme. Mas qual, segundo ele, é a característica que mais ‘dói’, ‘diverte’ e ‘comove’ no espectador?”
  • 🧠 Aluno: “Ele é explícito sobre isso. Ele diz que é a ‘sensação de reconhecimento‘.”
  • 🕵️‍♂️ Mentor: “Exato. Essa é a nossa pista principal. Mas ‘reconhecimento’ do quê? O autor aprofunda essa ideia. O que ele diz sobre os personagens e os insultos que vemos na tela?”
  • 🧠 Aluno: “Ele diz que os personagens ‘…somos nosotros‘ (somos nós) e que cada insulto ‘…es nuestro‘ (é nosso), que já saiu ou ainda sairá de nossa boca.”
  • 🕵️‍♂️ Mentor: “Perfeito. Então, a experiência de ver o filme não é como a de ver um documentário sobre animais selvagens distantes. Se os personagens somos nós e as ações são nossas, o que o espectador está fazendo ao assistir ao filme?”
  • 🧠 Aluno: “Ele está se vendo na tela. Reconhecendo a si mesmo naquelas situações de violência.”
  • 🕵️‍♂️ Mentor: “Bingo. E qual é o termo técnico para o ato de ‘reconhecer a si mesmo’?”
  • 🧠 Aluno: “Autorreconhecimento.”
  • 🕵️‍♂️ Mentor: “Caso encerrado. A tese central do crítico é que o filme funciona como um espelho, provocando uma experiência de autorreconhecimento. É com essa conclusão que vamos julgar os suspeitos.”

PASSO 3 – INTERPRETAÇÃO GUIADA (MÃO NA MASSA)

Nosso diálogo já tornou a tese do autor inequívoca. A palavra-chave que aparece repetidamente, de forma direta ou indireta, é reconhecimento.

  • O autor não diz que o filme é sobre “argentinos violentos”. Ele diz que, apesar do sotaque argentino, os personagens somos “nós”. Ele universaliza a experiência.
  • Ele não diz que achamos graça porque a violência é distante. Ele diz que rimos “de simples desespero”, porque reconhecemos a verdade perturbadora no que estamos vendo.
  • A genialidade do filme, segundo o crítico, não está em inventar a violência, mas em “retratá-la tão fielmente” que o reconhecimento é inevitável.

🚨 ARMADILHA CLÁSSICA! 🚨

CUIDADO! A armadilha mais sedutora é a alternativa (B), que fala em “apatia da sociedade”. O candidato pode pensar que, por a violência ser rotineira, as pessoas são apáticas. O erro é não perceber que o autor descreve uma reação oposta à apatia. Apatia é indiferença. O crítico descreve uma experiência de “dor”, “comoção”, “riso de desespero”. São reações fortes, viscerais, causadas pelo choque do reconhecimento, não pela apatia.

A Bússola (O Perfil do Culpado):

  • Síntese do raciocínio: A investigação do texto crítico mostra que sua tese central é que a principal força do filme “Relatos Selvagens” é provocar no espectador a incômoda sensação de se reconhecer nos personagens e em seus atos de violência.
  • Expectativa: A alternativa correta deve nomear essa experiência de se ver na tela: o autorreconhecimento.

PASSO 4 – ALTERNATIVAS COMENTADAS (A AUTÓPSIA)

Vamos agora interrogar cada um dos suspeitos.

  • A) cômico como fuga da sociedade diante de situações violentas.
    • A “Narrativa do Erro”: O candidato foca na frase “romper a rir”.
    • O “Diagnóstico do Erro”: Interpretação Incorreta do Contexto. O autor qualifica o riso: é um riso “de simples desespero”. Não é um riso de alívio ou fuga, mas um riso nervoso de quem se reconhece em uma situação absurda e terrível.
    • Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
  • B) estado de apatia da sociedade perante a violência rotineira do mundo atual.
    • A “Narrativa do Erro”: O candidato cai na “Armadilha Clássica”, confundindo a onipresença da violência com a indiferença a ela.
    • O “Diagnóstico do Erro”: Contradição Direta. O texto descreve reações fortes (“dói”, “comove”, “desespero”), que são o oposto da apatia (falta de sentimento, indiferença).
    • Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
  • C) empecilho para o espectador vivenciar a violência bruta na realidade e na ficção.
    • A “Narrativa do Erro”: Uma leitura confusa da tese do autor.
    • O “Diagnóstico do Erro”: Contradição Direta. O autor argumenta o exato oposto: o filme não cria um “empecilho” (obstáculo), ele facilita a vivência da violência ao torná-la reconhecível.
    • Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
  • D) sotaque reforçado dos personagens a fim de marcar o espaço do cinema argentino.
    • A “Narrativa do Erro”: O candidato foca em um detalhe e o eleva a ideia principal.
    • O “Diagnóstico do Erro”: Reducionismo. O autor menciona o sotaque (“acento marcadamente argentino”) exatamente para dizer que, apesar dele, a experiência é universal (“somos nosotros”). O sotaque é um detalhe que é superado, e não o ponto principal.
    • Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
  • E) autorreconhecimento diante dos diversos tipos de comportamento humano frente à violência.
    • Análise de Correspondência: Esta alternativa é o retrato falado da nossa Bússola. Ela usa a palavra-chave “autorreconhecimento” e descreve perfeitamente a tese do autor, construída com as frases “sensación de reconocimiento”, “somos nosotros” e “es nuestro”.
    • Conclusão: 🟢 Alternativa correta.

PASSO 5 – O GRAND FINALE (APRENDIZAGEM EXPANDIDA)

Frase de Fechamento: Confirmamos que a alternativa E é a correta. A resenha nos ensina que as obras de arte mais poderosas não são aquelas que nos levam para mundos distantes, mas aquelas que nos forçam a fazer uma viagem para dentro de nós mesmos.

Resumo-flash (A Imagem Mental): “Relatos Selvagens” não é uma janela para ver os outros, é um espelho para ver a si mesmo.

Para ir Além (A Ponte para o Futuro): O mesmo princípio de usar uma narrativa extrema para provocar o autorreconhecimento é uma técnica fundamental na Psicologia Analítica, especialmente na terapia de sonhos. Para Carl Jung, os personagens bizarros ou as situações absurdas que aparecem em nossos sonhos não são eventos aleatórios. Eles são, muitas vezes, representações simbólicas de partes reprimidas ou não reconhecidas da nossa própria psique (a nossa “sombra”). O trabalho do terapeuta é ajudar o paciente a “reconhecer” que o monstro ou a figura estranha no sonho é, na verdade, uma parte de si mesmo. O filme, segundo o crítico, funciona como um “sonho coletivo” que nos força a confrontar nossa própria sombra.

Encontrou algum erro?

Clique no botão abaixo e reporte para os nossos corretores.