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Questão 31, caderno azul do ENEM 2014

A Praça da Concórdia, antiga Praça Luís XV, é a maior praça pública de Paris. Inaugurada em 1763, tinha em seu centro uma estátua do rei. Situada ao longo do Sena, ela é a intersecção de dois eixos monumentais. Bem nesse cruzamento está o Obelisco de Luxor, decorado com hieróglifos que contam os reinados dos faraós Ramsés II e Ramsés III. Em 1829, foi oferecido pelo vice-rei do Egito ao povo francês e, em 1836, instalado na praça diante de mais de 200 mil espectadores e da família real.

NOBLAT, R. Disponível em: www.oglobo.com. Acesso em: 12 dez. 2012.

A constituição do espaço público da Praça da Concórdia ao longo dos anos manifesta o(a)

A) lugar da memória na história nacional.

B) caráter espontâneo das festas populares.

C) lembrança da antiguidade da cultura local.

D) triunfo da nação sobre os países africanos.

E) declínio do regime de monarquia absolutista.

Resolução em texto

Matérias Necessárias:

  • Geografia Urbana e Espaço Público
  • História (Monarquias e Simbolismo)
  • Memória Coletiva e Patrimônio

Nível da Questão: Médio

Gabarito: A

Objetivo Geral: Demonstrar como a Praça da Concórdia expressa o papel da memória histórica na construção do espaço público.


Passo 1: Análise do Comando e Definição do Objetivo

1.1 📌 Transcrição Essencial

“Bem nesse cruzamento está o Obelisco de Luxor … oferecido pelo vice-rei do Egito … em 1836, instalado na praça diante de mais de 200 mil espectadores e da família real.”

1.2 📌 O que está sendo pedido?
Identificar qual característica do espaço público a evolução da Praça da Concórdia demonstra ao longo do tempo.

1.3 📌 Objetivo Cristalino
Mostrar que a Praça da Concórdia, com sua estátua real original e depois o Obelisco egípcio, revela o lugar da memória — tanto da monarquia quanto de eventos e alianças históricas — na história nacional francesa.

1.4 ✔ Pergunta de Atenção
Você lembra que monumentos públicos não existem por acaso, mas guardam lembranças e símbolos de momentos importantes para uma nação?


Passo 2: Explicação de Conceitos e Conteúdos Necessários

2.1 📌 Definições e Fórmulas

  • Espaço Público Monumental: Lugar projetado para reunir a população e marcar eventos, poder ou valores coletivos.
  • Memória Histórica: Processo social de preservação e evocação de eventos, personagens e símbolos que constituem a identidade de um povo.
  • Obelisco de Luxor: Monumento originário do Egito Antigo, trasladado e re-instalado em Paris como lembrança da ligação cultural e política entre França e Egito.

2.2 ❓✔ Armadilha Clássica

  • Confusão Frequente: Interpretar o Obelisco apenas como “conquista” ou “triunfo” sobre outra nação (D)
  • Esclarecimento: Trata-se de um presente diplomático que passou a fazer parte das lembranças públicas de Paris, não de um troféu de guerra.

Passo 3: Tradução e Interpretação do Problema

3.1 📌 Contextualização Simplificada
A praça começou com a estátua de Luís XV (símbolo monárquico de meados do século XVIII) e, quase um século depois, ganhou o Obelisco de Luxor (símbolo egípcio antigo e amizade diplomática de 1836). Esses elementos guardam a memória dos períodos e eventos que marcam a história francesa.

3.2 📌 Estratégia Geral

  1. Reconhecer que a sucessão de monumentos reflete a preservação de memórias históricas (monarquia, relações internacionais).
  2. Relacionar essa preservação ao conceito de “lugar da memória” no espaço público.

Passo 4: Desenvolvimento do Raciocínio

4.1 📌 Passo a Passo Detalhado

  1. Praça Luís XV (1763): símbolo do poder real e da monarquia absoluta.
  2. Instalação do Obelisco de Luxor (1836): presente diplomático do Egito, celebrando tratados e interesses coloniais, reunindo 200 000 pessoas.
  3. Significado coletivo: a praça assim celebra tanto a memória do antigo regime quanto as novas relações internacionais, servindo de “quadro vivo” para lembranças históricas.
  4. Espaço de memória nacional: cada monumento evoca uma era e uma narrativa que a França escolheu manter viva publicamente.

4.2 📌 Verificação Intermediária

  • Observe que não se fala de festa espontânea (B), antiguidade local (C) ou declínio do absolutismo (E) — as estruturas lembram acontecimentos e alianças, não a queda de reis ou festas populares.

Passo 5: Análise das Alternativas

5.1 Listagem das Alternativas
A) lugar da memória na história nacional.
B) caráter espontâneo das festas populares.
C) lembrança da antiguidade da cultura local.
D) triunfo da nação sobre os países africanos.
E) declínio do regime de monarquia absolutista.

5.2 Justificativa Individual

  • A) ✅
    – A sucessão de monumentos (estátua real e obelisco egípcio) mostra como a praça funciona como guardiã de memórias nacionais.
  • B) ❌
    – Embora multidões tenham assistido à instalação, o foco é o símbolo histórico, não festas espontâneas.
  • C) ❌
    – O obelisco remete à cultura egípcia antiga, mas não à “cultura local” de Paris.
  • D) ❌
    – Não houve vitória militar sobre o Egito; foi um presente diplomático.
  • E) ❌
    – A substituição de estátuas reais não implica, por si só, o declínio do absolutismo; a monarquia continuou até 1848.

Passo 6: Conclusão e Justificativa Final

6.1 📌 Resumo do Raciocínio
Os monumentos sucessivos da Praça da Concórdia representam momentos-chave da história francesa — monarquia e relações diplomáticas — consolidando-a como espaço de memória nacional.

6.2 📌 Gabarito Reafirmado
Alternativa correta: A) lugar da memória na história nacional.

6.3 🔍 Resumo Final para Revisão
Monumentos públicos servem para manter vivas narrativas históricas. Quando uma praça reúne estátuas que lembram diferentes épocas, ela se torna um lugar de memória para toda a nação.

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