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Questão 01, caderno azul do ENEM 2022 – INGLÊS

As my official bio reads, I was made in Cuba, assembled in Spain, and imported to the United States – meaning my mother, seven months pregnant, and the rest of my family arrived as exiles from Cuba to Madrid, where I was born. Less than two months later, we emigrated once more and settled in New York City, then eventually in Miami, where I was raised and educated. Although technically we lived in the United States, the Cuban community was culturally insular in Miami during the 1970s, bonded together by the trauma of exile. What’s more, it seemed that practically everyone was Cuban: my teachers, my classmates, the mechanic, the bus driver. I didn’t grow up feeling different or treated as a minority. The few kids who got picked on in my grade school were the ones with freckles and funny last names like Dawson and O’Neil.

BLANCO, R. Disponível em: http://edition.cnn.com. Acesso em: 9 dez. 2017 (adaptado).

Ao relatar suas vivências, o autor destaca o(a)

a) qualidade da educação formal em Miami.

b) prestígio da cultura cubana nos Estados Unidos.

c) oportunidade de qualificação profissional em Miami.

d) cenário da integração de cubanos nos Estados Unidos.

e) fortalecimento do elo familiar em comunidades estadunidenenses.

✍ Resolução Em Texto

Matérias Necessárias para a Solução da Questão:

  • Língua Inglesa: Interpretação de Textos (Reading Comprehension).
  • Contexto Sociocultural: Imigração, identidade e comunidades diaspóricas.

Tema/Objetivo Geral:

  • Interpretar um relato autobiográfico para identificar o tema central abordado pelo autor sobre sua experiência como imigrante cubano nos EUA.

Nível da Questão: Fácil.

  • Justificativa: O texto utiliza vocabulário acessível e cognatos (ex: exilescommunitymechanic). A ideia central é repetida várias vezes através de exemplos concretos (“everyone was Cuban”, “didn’t grow up feeling different”), o que facilita a identificação da resposta correta mesmo sem entender todas as palavras.

Gabarito: D.

  • Resumo: O autor descreve como a comunidade cubana em Miami nos anos 70 era tão forte e unida (“culturally insular”, “bonded by trauma”) que ele se sentia em casa. Ele não se sentia uma minoria ou um estrangeiro, pois todos ao seu redor (professores, mecânicos, motoristas) eram cubanos. Isso ilustra o cenário de integração e acolhimento cultural dessa comunidade.

1️⃣ PASSO 1 – O QUE A QUESTÃO QUER? (O MAPA DA MINA)

Decodificação do Objetivo:
A questão pede para identificar o foco principal das memórias do autor. Ele conta a história de sua vida. O que ele quer destacar com essa história? Que a escola era boa? Que a família era unida? Ou que o ambiente onde ele vivia era especial por algum motivo?

Simplificação Radical (A Analogia Central):
Imagine que você é brasileiro e se muda para uma cidade no Japão.
Lá, você descobre que o padeiro é brasileiro, o professor é brasileiro e o motorista do ônibus é brasileiro.
Você escreveria em seu diário: “Eu nem me sentia no Japão, parecia que eu ainda estava no Brasil. Eu não era o ‘gringo’ estranho, eu era igual a todo mundo.”
A questão quer que você marque a alternativa que resume esse sentimento de “estar em casa mesmo estando longe”.

Plano de Ataque (O Roteiro da Investigação):

  • Identificar as frases onde o autor descreve seus sentimentos (“I didn’t grow up feeling different”).
  • Analisar a descrição do ambiente (“practically everyone was Cuban”).
  • Conectar essas descrições com a ideia de integração e pertencimento.

2️⃣ PASSO 2 – DESVENDANDO AS FERRAMENTAS (A CAIXA DE FERRAMENTAS)

Para entender essa história, vamos montar o Dossiê de Identidade do autor. Onde ele se encaixa no mundo?

📂 DOSSIÊ: O CUBANO-AMERICANO

  • 🌍 Origem Complexa:
    • Feito em Cuba ➔ Montado na Espanha ➔ Importado para os EUA. (Uma mistura global).
  • 📍 O Refúgio (Miami Anos 70):
    • Característica: “Culturally Insular” (Uma ilha cultural).
    • População: Todo mundo era cubano (professor, mecânico, motorista).
  • 🧠 O Sentimento Psicológico:
    • Esperado: Sentir-se uma minoria excluída.
    • Real: “I didn’t grow up feeling different” (Não me sentia diferente).
    • Quem era o “estranho”?: Os garotos americanos (Dawson e O’Neil).

Conceito Chave: Inversão de Papéis
Geralmente, o imigrante é o “estranho no ninho”. Neste relato, o ninho (Miami) era tão cheio de imigrantes que eles se tornaram a norma. O autor descreve um cenário de integração total dentro da sua própria cultura, mesmo estando em outro país.


3️⃣ PASSO 3 – INTERPRETAÇÃO GUIADA (MÃO NA MASSA)

Vamos ler o texto com olhos de detetive:

  1. A Origem: Ele diz que nasceu na Espanha e foi para os EUA (Nova York, depois Miami).
  2. O Cenário em Miami: “Although technically we lived in the United States, the Cuban community was culturally insular” (Embora vivêssemos nos EUA, a comunidade era uma “ilha” cultural).
  3. A Evidência: Ele lista as pessoas ao redor: professores, mecânico, motorista… todos cubanos.
  4. O Sentimento: “I didn’t grow up feeling different or treated as a minority” (Não cresci me sentindo diferente nem tratado como minoria).
  5. A Inversão: Quem sofria bullying eram os “americanos” (nomes como Dawson e O’Neil), não ele.

Conclusão Lógica: O texto não é sobre a escola, nem sobre trabalho. É sobre como o ambiente social (cenário) permitiu que ele se sentisse integrado e parte de uma maioria, invertendo a lógica comum do imigrante que se sente excluído.

A Bússola (O Perfil do Culpado):

  • Síntese do raciocínio: O autor descreve um ambiente onde a cultura cubana era dominante e acolhedora, eliminando a sensação de ser um “estrangeiro”.
  • Expectativa: Alternativa D.

4️⃣ PASSO 4 – ALTERNATIVAS COMENTADAS (A AUTÓPSIA)

  • a) qualidade da educação formal em Miami.
    • O Diagnóstico do Erro: Foco em detalhe irrelevante.
    • Por que está incorreta: Ele menciona “teachers” e “grade school”, mas apenas para dizer que eram cubanos ou quem sofria bullying. Não há julgamento sobre se a educação era boa ou ruim.
    • Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
  • b) prestígio da cultura cubana nos Estados Unidos.
    • O Diagnóstico do Erro: Extrapolação.
    • Por que está incorreta: “Prestígio” implica que a cultura era admirada ou valorizada externamente pelos americanos. O texto diz que a comunidade era “insular” (fechada em si mesma), não necessariamente prestigiada por fora.
    • Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
  • c) oportunidade de qualificação profissional em Miami.
    • O Diagnóstico do Erro: Fuga ao tema.
    • Por que está incorreta: Ele cita profissões (mecânico, motorista) apenas para mostrar a onipresença dos cubanos, não para discutir mercado de trabalho ou carreira.
    • Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
  • d) cenário da integração de cubanos nos Estados Unidos.
    • Análise de Correspondência: Perfeito. O texto desenha exatamente o cenário social de Miami nos anos 70, mostrando como a integração ocorria dentro daquela bolha cultural, onde ser cubano era a norma, não a exceção.
    • Conclusão: ✔️ Alternativa correta.
  • e) fortalecimento do elo familiar em comunidades estadunidenenses.
    • O Diagnóstico do Erro: Generalização indevida.
    • Por que está incorreta: Ele menciona a mãe e a família no início, mas o foco do texto é a comunidade (vizinhos, escola, serviços), não a dinâmica interna da família dele. Além disso, fala de uma comunidade cubana, não “estadunidense” no sentido cultural geral.
    • Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.

5️⃣ PASSO 5 – O GRAND FINALE (APRENDIZAGEM EXPANDIDA)

Frase de Fechamento:
Relatos de imigração nem sempre são sobre exclusão: o autor surpreende ao descrever Miami como um refúgio onde a densidade populacional cubana criou um cenário de integração tão forte (Alternativa D) que inverteu os papéis sociais, fazendo com que ele se sentisse a maioria e os nativos a exceção.

Resumo-flash (A Imagem Mental):
🏝️ Miami anos 70: Uma “Pequena Havana”.
😎 O Autor: Sentindo-se em casa.
🇺🇸 Os Americanos: Os “diferentes” da escola.

🧠 Para ir Além (A Ponte para o Futuro):
Conexão com Sociologia (Enclaves Étnicos):
O que o texto descreve é o conceito sociológico de Enclave Étnico.
Bairros como a Liberdade (SP) ou Chinatown (NY) funcionam assim. Eles protegem os imigrantes do choque cultural imediato, permitindo que mantenham sua língua e costumes, criando uma economia interna forte. Isso facilita a adaptação, mas às vezes pode gerar isolamento do resto do país (o termo “insular” do texto).

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