15% off para você conhecer a Plataforma Assaad

Didática mágica, resultados garantidos. Aproveite mais de 15% de desconto na Plataforma Assaad e garanta sua aprovação em Medicina ainda em 2025.

Questão 58 caderno verde ENEM 2017 Libras 1° Dia

Taxa média de crescimento anual da população
brasileira

A alteração apresentada no gráfico a partir da década de 1960 é reflexo da redução do seguinte indicador populacional:

A) Expectativa de vida.

B) População absoluta.

C) Índice de mortalidade.

D) Desigualdade social.

E) Taxa de fecundidade.

✍ Resolução Em Texto

Matérias Necessárias para a Solução da Questão:

  • Demografia (Conceitos de Taxa de Crescimento, Fecundidade, Mortalidade, etc.)
  • Geografia da População do Brasil
  • Interpretação de Gráficos

Tema/Objetivo Geral: Identificar o principal fator demográfico que explica a queda na taxa de crescimento da população brasileira a partir da segunda metade do século XX.

Nível da Questão: Médio.

  • Detalhe: A questão é de nível médio porque, embora o gráfico seja visualmente simples, ele representa um conceito abstrato (taxa de crescimento) e não um valor absoluto (população total). Isso cria uma armadilha conceitual clássica. A resolução exige não apenas ler o gráfico, mas também mobilizar conhecimentos prévios de demografia para interpretar a causa do fenômeno.

Gabarito: E) Taxa de fecundidade.

  • Esta alternativa está correta porque a principal causa da desaceleração do crescimento populacional no Brasil a partir dos anos 60 foi a drástica redução no número médio de filhos por mulher, um processo ligado à urbanização e às mudanças sociais.

1️⃣ PASSO 1 – O QUE A QUESTÃO QUER? (O MAPA DA MINA)

🕵️‍♂️ Decodificação do Objetivo: Em bom português, a questão nos mostra que o “ritmo” de crescimento da população brasileira diminuiu e pergunta: “Qual foi o principal motivo para o Brasil começar a ‘pisar no freio’ do seu crescimento populacional a partir de 1960?”

🧠 Simplificação Radical (A Analogia Central): Pense na população do Brasil como um carro em uma longa viagem. O gráfico não mostra a distância que o carro já percorreu (a população total), mas sim a velocidade em que ele está andando. Vemos que o carro estava a “2,99 km/h” nos anos 50 e foi reduzindo até “1,17 km/h” nos anos 2000. O carro nunca parou ou andou para trás, ele apenas foi ficando mais lento. O verdadeiro desafio aqui é descobrir por que o motorista (a sociedade brasileira) começou a tirar o pé do acelerador.

📋 Plano de Ataque (O Roteiro da Investigação): Nosso plano será o seguinte:

  1. Interpretar Corretamente a Evidência: Vamos analisar o que o gráfico realmente diz, diferenciando “taxa de crescimento” de “população total”.
  2. Analisar os Fatores do Crescimento: Investigaremos os dois componentes principais que alteram a população: nascimentos e mortes.
  3. Conectar com a História: Cruzaremos os dados do gráfico com as grandes mudanças sociais do Brasil a partir de 1960 para encontrar o culpado.

2️⃣ PASSO 2 – DESVENDANDO AS FERRAMENTAS (A CAIXA DE FERRAMENTAS)

Para desarmar a principal armadilha desta questão, vamos usar um Diálogo Mentor-Aluno (🕵️‍♂️ & 🧠) para esclarecer o conceito-chave.


Diálogo: Desvendando a Taxa de Crescimento

🕵️‍♂️ Mentor: “Olhe bem para a cena do crime, detetive. As barras do gráfico estão em queda livre. Qual é a primeira conclusão que salta aos seus olhos? O que a sua intuição lhe diz?”

🧠 Aluno: “Mestre, é óbvio! Se tudo está caindo de forma tão clara, a população do Brasil diminuiu a partir de 1960. O país está ficando mais vazio, perdendo gente.”

🕵️‍♂️ Mentor: “Entendo perfeitamente seu raciocínio. É a armadilha visual mais perigosa e eficaz deste caso. Mas aqui está o pulo do gato: o gráfico não mostra o tamanho da população, e sim a velocidade do crescimento dela. Vamos usar uma analogia para iluminar essa pista.”

🧠 Aluno: “Uma analogia? Como assim?”

🕵️‍♂️ Mentor: “Imagine que sua conta bancária tem um rendimento. Em 1960, ela rendia 2,99% ao ano. Uma ótima velocidade de crescimento! Em 2010, o rendimento caiu para 1,17%. A velocidade diminuiu, mas me diga: em algum momento o dinheiro parou de entrar na sua conta ou o saldo total diminuiu?”

🧠 Aluno: “Não… claro que não. Mesmo rendendo menos, a conta continuou crescendo. O saldo final sempre aumentou, só que o ‘pulo’ de um ano para o outro foi ficando menor.”

🕵️‍♂️ Mentor: “Exatamente! Você matou a charada. A população do Brasil nunca parou de crescer nesse período, apenas começou a crescer num ritmo cada vez mais lento. A ‘febre’ do crescimento diminuiu, mas o paciente continuou engordando. A armadilha mortal é confundir ‘crescer mais devagar’ com ‘diminuir’.”


Essa ferramenta mental nos impede de cair na armadilha de pensar que a população diminuiu. Ela cresceu, só que mais devagar.


3️⃣ PASSO 3 – INTERPRETAÇÃO GUIADA (MÃO NA MASSA)

Agora, vamos executar nosso plano de ataque.

  1. A Evidência: O gráfico mostra a taxa de crescimento caindo de 2,99% ao ano (1950-60) para 1,17% (2000-10). Isso significa que, a cada ano, o “acréscimo” de pessoas à população total foi ficando proporcionalmente menor.
  2. Os Fatores: O crescimento populacional (descontando a migração) é basicamente uma conta: Nascimentos – Mortes. Para a taxa de crescimento diminuir, ou o número de nascimentos caiu muito, ou o número de mortes subiu muito.
  3. O Contexto Histórico: O que aconteceu no Brasil a partir de 1960?
    • Urbanização intensa: As pessoas saíram do campo para as cidades.
    • Mulher no mercado de trabalho: Mais mulheres passaram a trabalhar fora.
    • Métodos contraceptivos: Maior acesso e difusão (pílula anticoncepcional).
    • Custo de vida: Criar filhos na cidade se tornou mais caro.
    • Saúde e Saneamento: Melhoraram, fazendo a mortalidade cair e a expectativa de vida aumentar.

Se a mortalidade estava caindo, a única explicação para o crescimento desacelerar é uma queda ainda mais brusca no número de nascimentos.

🚨 ARMADILHA CLÁSSICA! 🚨
CUIDADO! A armadilha mais sedutora aqui é a alternativa B (População absoluta). Ao ver um gráfico caindo, nosso cérebro instintivamente pensa em “diminuição”. Mas, como vimos no nosso diálogo, a taxa de crescimento é a velocidade, não a distância. A população absoluta do Brasil continuou subindo durante todo esse período, passando de cerca de 70 milhões em 1960 para mais de 190 milhões em 2010.

A Bússola (O Perfil do Culpado):

  • Síntese do raciocínio: A desaceleração do crescimento populacional brasileiro, num contexto de queda da mortalidade, só pode ser explicada por uma redução significativa no número de nascimentos. O indicador que mede o número médio de filhos por mulher é a taxa de fecundidade.
  • Expectativa: A alternativa correta deve apontar para a redução do número de nascimentos como o fator principal.

4️⃣ PASSO 4 – ALTERNATIVAS COMENTADAS (A AUTÓPSIA)

Vamos confrontar cada suspeito.

A) Expectativa de vida.

  • A “Narrativa do Erro”: O candidato pode confundir os conceitos demográficos.
  • O “Diagnóstico do Erro”: Inversão de Causalidade. A expectativa de vida no Brasil aumentou no período, o que significa que as pessoas estavam vivendo mais. Isso, isoladamente, contribui para aumentar o crescimento populacional, não para reduzi-lo.
  • Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.

B) População absoluta.

  • A “Narrativa do Erro”: O candidato olha a queda no gráfico e associa diretamente a uma queda no número total de pessoas.
  • O “Diagnóstico do Erro”: Confundir Taxa com Valor Absoluto. Este é o distrator clássico. A população absoluta (o número total de habitantes) aumentou em todo o período; o que diminuiu foi o ritmo desse aumento.
  • Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.

C) Índice de mortalidade.

  • A “Narrativa do Erro”: Semelhante à alternativa A, uma confusão de conceitos.
  • O “Diagnóstico do Erro”: Inversão de Causalidade. O índice de mortalidade no Brasil caiu drasticamente no período, graças a melhorias na saúde e saneamento. A queda na mortalidade, assim como o aumento da expectativa de vida, acelera o crescimento.
  • Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.

D) Desigualdade social.

  • A “Narrativa do Erro”: O candidato sabe que a desigualdade é um problema crônico do Brasil e tenta encaixá-la como resposta.
  • O “Diagnóstico do Erro”: Correlação Indireta. Embora a desigualdade social seja um pano de fundo importante para as dinâmicas populacionais, ela não é um indicador demográfico direto que explique a queda no crescimento. A taxa de fecundidade, por outro lado, é a causa direta.
  • Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.

E) Taxa de fecundidade.

  • Análise de Correspondência: Perfeito. A taxa de fecundidade (número médio de filhos por mulher) despencou no Brasil no período, passando de mais de 6 filhos por mulher nos anos 60 para menos de 2 nos anos 2000. Essa é a causa primária e direta para a redução da “velocidade” do crescimento populacional.
  • Conclusão: ✔️ Alternativa correta.

5️⃣ PASSO 5 – O GRAND FINALE (APRENDIZAGEM EXPANDIDA)

🕵️‍♂️ Frase de Fechamento: Confirmamos que a resposta correta é a letra E, pois a queda vertiginosa da taxa de fecundidade foi o motor demográfico que desacelerou o crescimento da população brasileira na segunda metade do século XX.

💡 Resumo-flash (A Imagem Mental): O Brasil não parou de crescer, apenas as famílias brasileiras trocaram o acelerador de ‘seis filhos’ pelo freio de ‘dois filhos’.

🧠 Para ir Além (A Ponte para o Futuro): O mesmo raciocínio de diferenciar “valor absoluto” de “taxa de crescimento” é fundamental na Economia. Quando você ouve no noticiário que “o crescimento do PIB desacelerou de 4% para 1%”, a lógica é a mesma do nosso enigma. Não significa que a economia do país encolheu ou que o país ficou mais pobre (o PIB absoluto continuou crescendo). Significa apenas que a “velocidade” da produção de riqueza diminuiu. Tanto na demografia quanto na economia, entender a diferença entre a distância percorrida e a velocidade do percurso é a chave para um diagnóstico preciso.

[nav_alfabetica_posts]

Encontrou algum erro?

Clique no botão abaixo e reporte para os nossos corretores.