Las Malvinas son nuestras
Sí, las islas son nuestras. Esta afirmación no se basa en sentimientos nacionalistas, sino en normas y princípios del derecho internacional que, si bien pueden suscitar interpretaciones en contrario por parte de los británicos, tienen la fuerza suficiente para imponerse.
Los británicos optaron por sostener el derecho de autodeterminación de los habitantes de las islas, invocando la resolución 1514 de las Naciones Unidas, que acordó a los pueblos coloniales el derecho de independizarse de los Estados colonialistas. Pero esta tesitura es también indefendible. La citada resolución se aplica a los casos de pueblos sojuzgados por una potencia extranjera, que no es el caso de Malvinas, donde Gran Bretaña procedió a expulsar a los argentinos que residían en las islas, reemplazándolos por súbditos de la corona que pasaron a ser kelpers y luego ciudadanos británicos. Además, según surge de la misma resolución, el principio de autodeterminación no es de aplicación cuando afecta la integridad territorial de un país.
Finalmente, en cuanto a qué haría la Argentina con los habitantes británicos de las islas en caso de ser recuperadas, la respuesta se encuentra en la cláusula transitória primera de la Constitución Nacional sancionada por la reforma de 1994, que impone respetar el modo de vida de los isleños, lo que además significa respetar sus intereses.
MENEM, E. Disponível em: www.lanacion.com.ar. Acesso em: 18 fev. 2012 (adaptado).
O texto apresenta uma opinião em relação à disputa entre e a Argentina e o Reino Unido pela soberania sobre as Ilhas Malvinas, ocupadas pelo Reino Unido em 1833. O autor dessa opinião apoia a reclamação argentina desse arquipélago, argumentando que
A) a descolonização das ilhas em disputa está contemplada na lei comum britânica.
B) as Nações Unidas estão desacreditadas devido à ambiguidade das suas resoluções.
C) o princípio de autodeterminação carece de aplicabilidade no caso das Ilhas Malvinas.
D) a população inglesa compreende a reivindicação nacionalista da administração argentina.
E) os cidadãos de origem britânica assentados nas ilhas seriam repatriados para a Inglaterra.

✍ Resolução Em Texto
📚 Matérias Necessárias para a Solução da Questão
- Interpretação de Texto Argumentativo em Língua Espanhola
- Noções de Direito Internacional (Princípios de Autodeterminação e Integridade Territorial)
- Análise do Discurso Político
🎯 Tema/Objetivo Geral: Identificar o argumento central utilizado pelo autor para defender uma tese em um texto de opinião sobre um conflito geopolítico.
🎯 Nível da Questão: Médio – A questão exige a compreensão de conceitos específicos do direito internacional (autodeterminação, integridade territorial) e a habilidade de seguir uma linha de raciocínio que se baseia na refutação de um contra-argumento. A linguagem formal e os termos técnicos elevam o nível para além do fácil.
✅ Gabarito: C – A alternativa está correta pois o núcleo do argumento do autor é dedicado a demonstrar, com base em duas razões principais, por que o princípio de autodeterminação dos povos não se aplica ao caso específico dos habitantes das Malvinas.
📖 Resolução Passo a Passo
🔎 Passo 1: Análise do Comando e Definição do Objetivo
📌 Transcrição Essencial
“O autor dessa opinião apoia a reclamação argentina desse arquipélago, argumentando que…”
📌 O que está sendo pedido?
Devemos identificar qual é o principal argumento que o autor utiliza para justificar a posição da Argentina na disputa pelas ilhas.
📌 Objetivo Cristalino
Nosso objetivo é analisar a estratégia argumentativa do autor, que consiste em desmontar o principal argumento britânico para, assim, fortalecer a reivindicação argentina.
✔ Pergunta de Atenção
Numa discussão, às vezes a melhor defesa é um bom ataque, certo? Preste atenção em como o autor não se limita a apresentar seus motivos, mas se concentra em invalidar os motivos do outro lado.
📚 Passo 2: Explicação de Conceitos e Conteúdos Necessários
| Conceito | Explicação Simples | Exemplo na Questão |
| Direito de Autodeterminação | É o princípio pelo qual um povo tem o direito de decidir livremente seu próprio status político e de buscar seu desenvolvimento econômico, social e cultural, sem interferência externa. É frequentemente invocado em processos de descolonização. | O Reino Unido usa esse princípio para defender que os habitantes das Malvinas (os kelpers) devem decidir seu próprio futuro. |
| Integridade Territorial | É o princípio pelo qual um Estado tem o direito de preservar seu território nacional intacto, livre de violações ou desmembramentos por outros Estados. | A Argentina argumenta que a autodeterminação não pode ser usada para violar sua integridade territorial, pois considera as ilhas parte de seu território original. |
| Texto Argumentativo | Um texto que defende uma tese (opinião) por meio de argumentos, fatos e, muitas vezes, refutando as teses contrárias (contra-argumentos). | O texto de Eduardo Menem é um exemplo clássico, pois ele apresenta a tese (“Las Malvinas son nuestras”) e se dedica a refutar o contra-argumento britânico. |
| Kelpers | Nome dado aos habitantes das Ilhas Malvinas, em sua maioria descendentes de colonos britânicos. | O autor argumenta que os kelpers não são um “povo subjugado”, mas sim uma população implantada pela potência colonizadora. |
📝 Passo 3: Tradução e Interpretação do Problema
📌 Contextualização Simplificada
O autor, um argentino, defende que as Ilhas Malvinas pertencem à Argentina. Ele diz que a principal defesa do Reino Unido é o “direito de autodeterminação”, ou seja, deixar os atuais habitantes decidirem. Mas, segundo o autor, esse argumento não vale aqui por dois motivos:
- Esse direito se aplica a povos nativos oprimidos, e não a uma população que foi colocada lá pela própria potência colonial depois de expulsar os argentinos que ali viviam.
- A própria lei da ONU diz que esse direito não pode ser usado para tomar um pedaço do território de um país.
Para finalizar, ele ainda tranquiliza, dizendo que, se a Argentina recuperasse as ilhas, a Constituição do país garante que o modo de vida dos atuais moradores seria respeitado.
📌 Estratégia Geral
Nossa estratégia será focar no segundo parágrafo do texto, que é o coração do argumento. Ali, o autor explica detalhadamente por que o princípio de autodeterminação, usado pelos britânicos, é “indefendível” e “não é de aplicação” neste caso.
🧮 Passo 4: Desenvolvimento do Raciocínio
📌 Passo a Passo Detalhado
- O Contra-Argumento Identificado: O autor expõe o argumento britânico: invocar o “derecho de autodeterminación de los habitantes de las islas” com base na resolução 1514 da ONU.
- A Refutação (Ponto 1): Ele afirma que essa tese é “indefendible”. Por quê? Porque a resolução se aplica a “pueblos sojuzgados por una potencia extranjera” (povos subjugados por uma potência estrangeira). Ele argumenta que os kelpers não são um povo originário subjugado, mas uma população transplantada pelo colonizador (“Gran Bretaña procedió a expulsar a los argentinos […] reemplazándolos por súbditos de la corona”).
- A Refutação (Ponto 2): Ele adiciona um segundo motivo, ainda mais forte: “el principio de autodeterminación no es de aplicación cuando afecta la integridad territorial de un país.” (o princípio da autodeterminação não se aplica quando afeta a integridade territorial de um país). Como a Argentina reivindica as ilhas como parte integral de seu território, esse princípio não poderia ser usado para separá-las.
❓/✔ Possível armadilha
Uma armadilha comum seria a alternativa E) os cidadãos […] seriam repatriados. Um leitor apressado poderia associar “recuperação” com “expulsão”. No entanto, o último parágrafo do texto diz exatamente o oposto: a constituição argentina “impone respetar el modo de vida de los isleños”. A leitura atenta do final do texto desmonta essa armadilha.
📌 Fechamento e expectativa
Todo o esforço argumentativo do autor se concentra em provar que a principal ferramenta legal usada pelo Reino Unido é inadequada para o caso das Malvinas. Portanto, a alternativa correta deve refletir essa ideia de inaplicabilidade ou invalidade do princípio de autodeterminação.
✅ Passo 5: Análise das Alternativas
📌 Listagem das Alternativas
A) a descolonização das ilhas em disputa está contemplada na lei comum britânica.
B) as Nações Unidas estão desacreditadas devido à ambiguidade das suas resoluções.
C) o princípio de autodeterminação carece de aplicabilidade no caso das Ilhas Malvinas.
D) a população inglesa compreende a reivindicação nacionalista da administração argentina.
E) os cidadãos de origem britânica assentados nas ilhas seriam repatriados para a Inglaterra.
📌 Justificativa Individual
- 🔴 (A) Incorreto. O texto não menciona em nenhum momento a “lei comum britânica”. O debate se dá no campo do direito internacional e das resoluções da ONU.
- 🔴 (B) Incorreto. Pelo contrário, o autor usa a própria resolução 1514 da ONU para construir seu argumento, mostrando suas regras e exceções. Ele não desacredita a ONU, mas interpreta suas resoluções a favor da Argentina.
- 🟢 (C) Correto. Esta é a síntese perfeita do argumento central do autor. Todo o segundo parágrafo é dedicado a explicar por que o princípio de autodeterminação “no es de aplicación” (carece de aplicabilidade) neste contexto específico.
- 🔴 (D) Incorreto. O texto não faz nenhuma afirmação sobre o que a população inglesa pensa. Trata-se de um artigo de opinião argentino defendendo uma posição contra a do Reino Unido.
- 🔴 (E) Incorreto. O texto afirma o exato oposto no último parágrafo, ao garantir que o “modo de vida” dos ilhéus seria respeitado conforme a Constituição argentina.
🏆 Passo 6: Conclusão e Justificativa Final
📌 Resumo do Raciocínio
O autor constrói sua defesa da soberania argentina sobre as Malvinas ao atacar e invalidar o principal argumento britânico. Ele demonstra que o princípio de autodeterminação dos povos não pode ser aplicado ao caso, pois a população não é um povo originário subjugado e porque o princípio não pode ferir a integridade territorial de uma nação.
📌 Gabarito Reafirmado
O gabarito correto é a alternativa C, pois ela resume com precisão a tese central do autor: a inaplicabilidade do princípio de autodeterminação no contexto da disputa pelas Malvinas.
🔍 Resumo Final para Revisão
Em um texto argumentativo, para encontrar a tese principal, identifique o que o autor dedica mais tempo e esforço para provar. Neste caso, o “grosso” do texto é a desconstrução do argumento do oponente.