If You Can’t Master English, Try Globish
PARIS — It happens all the time: during an airport delay the man to the left, a Korean perhaps, starts talking to the
man opposite, who might be Colombian, and soon they are chatting away in what seems to be English. But the native
English speaker sitting between them cannot understand a word.
They don’t know it, but the Korean and the Colombian are speaking Globish, the latest addition to the 6,800
languages that are said to be spoken across the world. Not that its inventor, Jean-Paul Nerrière, considers it a proper
language.
“It is not a language, it is a tool,” he says. “A language is the vehicle of a culture. Globish doesn’t want to be that at
all. It is a means of communication.”
Nerrière doesn’t see Globish in the same light as utopian efforts such as Kosmos, Volapuk, Novial or staunch
Esperanto. Nor should it be confused with barbaric Algol (for Algorithmic language). It is a sort of English lite: a means
of simplifying the language and giving it rules so it can be understood by all.
BLUME, M. Disponível em: www.nytimes.com. Acesso em: 28 out. 2013 (fragmento).
Considerando as ideias apresentadas no texto, o Globish (Global English) é uma variedade da língua inglesa que
a) tem status de língua por refletir uma cultura global.
b) facilita o entendimento entre o falante nativo e o não nativo.
c) tem as mesmas características de projetos utópicos como o esperanto.
d) altera a estrutura do idioma para possibilitar a comunicação internacional.
e) apresenta padrões de fala idênticos aos da variedade usada pelos falantes nativos.

Resolução em texto
Matérias Necessárias: Sociolinguística (variedades de língua); Comunicação intercultural; Interpretação de texto em inglês.
Nível da Questão: Médio
Gabarito: D
Objetivo Geral: compreender que o Globish simplifica a gramática e o vocabulário do inglês para torná-lo uma “língua franca lite” entre não-nativos.
Passo 1: Análise do Comando e Definição do Objetivo
📌 1.1 Transcrição Essencial
“It is a sort of English lite: a means of simplifying the language and giving it rules so it can be understood by all.”
📌 1.2 O que está sendo pedido?
Identificar qual é a natureza do Globish em relação ao inglês “padrão” e seu propósito comunicativo.
📌 1.3 Objetivo Cristalino
Mostrar que o Globish modifica propositadamente a estrutura e reduz o escopo do inglês para facilitar a comunicação internacional entre não-nativos.
✔ 1.4 Pergunta de Atenção
Você lembra que o texto enfatiza: “It is not a language, it is a tool” — isto é, um “inglês simplificado” com regras próprias?
Passo 2: Explicação de Conceitos e Conteúdos Necessários
📌 2.1 Definições e Conceitos
- Língua franca: idioma usado para comunicação entre falantes de línguas maternas diferentes.
- Variedade controlada: forma de um idioma com vocabulário e gramática limitados a um conjunto específico de regras.
- Globish (Global English): criado por Jean-Paul Nerrière; utiliza cerca de 1.500 palavras essenciais em inglês, construções gramaticais simplificadas, evitando gírias, expressões idiomáticas e construções complexas.
❓✔ 2.2 Possível armadilha
Não confundir Globish com “inglês nativo” nem com projetos de “línguas artificiais” (Esperanto etc.), pois Globish usa vocabulário real do inglês, só que reduzido e regrado.
Passo 3: Tradução e Interpretação do Problema
📌 3.1 Contextualização Simplificada
Dois não-nativos (um coreano, um colombiano) estão conversando “em inglês” que um nativo não entende, porque é o Globish — uma forma simplificada e padronizada que não reproduz a complexidade ou cultura do inglês nativo.
📌 3.2 Estratégia Geral
Comparar cada alternativa com a descrição de Globish:
- É ferramenta, não cultura → descartar status de “língua” cultural (A).
- Não facilita nativo ↔ não-nativo (B incorreta).
- Não é utopia linguística clássica (C incorreta).
- Altera estrutura: vocabulário, gramática, proibições de expressões → corresponde (D).
- Não usa padrões idênticos aos dos nativos (E incorreta).
Passo 4: Desenvolvimento do Raciocínio
📌 4.1 Passos-Chave
- Jean-Paul Nerrière: “It is not a language, it is a tool.” → Globish não pretende substituir a cultura do inglês.
- Inglês lite: reduzido a regras rígidas + ~1.500 palavras-base.
- Propósito: permitir que não-nativos comuniquem-se de forma clara, evitando ambiguidade e estruturas complexas.
Passo 5: Análise das Alternativas
A) Status de língua por refletir cultura global — ❌ Globish não carrega cultura, é só a “casca” do inglês.
B) Facilita entendimento entre nativo e não-nativo — ❌ justamente o contrário; nativos não entendem bem.
C) Projetos utópicos (Esperanto, etc.) — ❌ Globish não é idioma artificial independente, usa vocabulário real do inglês.
D) Altera a estrutura do idioma para comunicação internacional — ✅ “English lite” com regras fixas, gramática simplificada e vocabulário reduzido.
E) Padrões de fala idênticos aos dos nativos — ❌ Globish evita gírias e estruturas complexas típicas de nativos.
Passo 6: Conclusão e Justificativa Final
📌 6.1 Resumo do Raciocínio
Globish simplifica e impõe regras ao inglês, modificando propositalmente sua estrutura, para servir como “língua franca lite” entre falantes não-nativos.
📌 6.2 Gabarito Reafirmado
D) altera a estrutura do idioma para possibilitar a comunicação internacional.
🔍 6.3 Dica Final
Lembre: qualquer “inglês” que usa menos vocabulário, prefere frases simples e proíbe gírias visa ser ferramenta de comunicação global — é o caso do Globish!


