O índice de massa corpórea (IMC) é uma medida que permite aos médicos fazer uma avaliação preliminar das condições físicas e do risco de uma pessoa desenvolver certas doenças, conforme mostra a tabela acima.

Considere as seguintes informações a respeito de João, Maria, Cristina, Antônio e Sérgio.
| Nome | Peso (kg) | Altura (m) | IMC |
| João | 113,4 | 1,80 | 35 |
| Maria | 45 | 1,50 | 20 |
| Cristina | 48,6 | 1,80 | 15 |
| Antônio | 63 | 1,50 | 28 |
| Sérigio | 115,2 | 1,60 | 45 |
Os dados das tabelas indicam que
a) Cristina está dentro dos padrões de normalidade.
b) Maria está magra, mas não corre risco de desenvolver doenças.
c) João está obeso e o risco de desenvolver doenças é muito elevado.
d) Antônio está com sobrepeso e o risco de desenvolver doenças é muito elevado.
e) Sérgio está com sobrepeso, mas não corre risco de desenvolver doenças.

- Matérias Necessárias para a Solução da Questão:
- Interpretação de Tabelas
- Análise Comparativa de Dados
- Raciocínio Lógico
- Tema/Objetivo Geral: Aplicar regras de uma tabela de referência (classificação de IMC) a um conjunto de dados específicos (lista de pessoas) para validar a correção de afirmações.
- Nível da Questão: Fácil.
- Detalhe: A questão é classificada como fácil porque a solução é puramente procedural e não exige cálculos (os IMCs já estão fornecidos) nem conhecimentos externos. A tarefa consiste em uma simples busca e correspondência de informações entre duas tabelas.
- Gabarito:Letra C
- Explicação: É a única alternativa que correlaciona perfeitamente os dados: o IMC de João (35) corresponde, na tabela de referência, à classificação “obesidade” e ao “risco de doença muito elevado”.
1️⃣ PASSO 1 – O QUE A QUESTÃO QUER? (O MAPA DA MINA)
- Decodificação do Objetivo: A missão é atuar como um analista clínico. Temos uma “tabela de referência” (Tabela 1) que explica o que cada valor de IMC significa. Temos também uma “ficha de pacientes” (Tabela 2) com o IMC de cinco pessoas. O trabalho é usar a tabela de referência para dar o diagnóstico correto a cada paciente e, em seguida, verificar qual das cinco afirmações (as alternativas) está 100% correta.
- Simplificação Radical (A Analogia Central): Pense nisso como um jogo de “Batalha Naval”. A Tabela 2 lhe dá as coordenadas (ex: “João, IMC 35”). A Tabela 1 é o tabuleiro do jogo. Você precisa encontrar a coordenada “35” no tabuleiro e ver o que há lá (“obesidade” e “muito elevado”). O verdadeiro desafio é ser preciso e não confundir “elevado” com “muito elevado”, que são casas diferentes no tabuleiro.
- Plano de Ataque (O Roteiro da Investigação): Nosso plano será metódico e à prova de erros.
- Escolher um Paciente: Vamos pegar o paciente mencionado em cada alternativa, um de cada vez.
- Verificar a Ficha: Anotaremos o IMC do paciente, conforme listado na Tabela 2.
- Consultar a Referência: Localizaremos a faixa correspondente a esse IMC na Tabela 1.
- Dar o Diagnóstico: Anotaremos a “Classificação” e o “Risco de Doença” exatos para essa faixa.
- Confrontar com a Afirmação: Compararemos nosso diagnóstico preciso com o que a alternativa alega.
2️⃣ PASSO 2 – DESVENDANDO AS FERRAMENTAS (A CAIXA DE FERRAMENTAS)
A ferramenta perfeita para este trabalho de verificação é criar um Dossiê Médico para cada paciente, organizando as informações de forma clara. Vamos fazer o de João como exemplo.
- DOSSIÊ MÉDICO: Análise de Pacientes
- Paciente em Análise: João
- 1. Dado da Ficha (Tabela 2): IMC = 35
- 2. Consulta à Referência (Tabela 1): O valor 35 está na faixa “entre 30 e 39,9”.
- 3. Diagnóstico Final:
- Classificação: Obesidade
- Risco de Doença: Muito elevado
- 4. Veredito Preliminar: A afirmação correta sobre João deve dizer exatamente isso.
3️⃣ PASSO 3 – INTERPRETAÇÃO GUIADA (MÃO NA MASSA)
Agora, vamos executar nosso plano sistematicamente.
- Execução do Plano: O processo é de verificação direta. Vamos aplicar o método do dossiê a cada alternativa.
🚨 ARMADILHA CLÁSSICA! 🚨
CUIDADO! A armadilha mais sedutora aqui é a leitura apressada dos níveis de risco. As palavras “elevado”, “muito elevado” e “muitíssimo elevado” são parecidas, mas representam categorias completamente diferentes na tabela. O examinador as coloca de propósito para pegar o candidato desatento. Por exemplo, na alternativa (D), a classificação de “sobrepeso” para Antônio está correta, mas o risco associado é “elevado”, e a alternativa diz “muito elevado”. Esse detalhe invalida toda a afirmação.
- A Bússola (O Perfil do Culpado):
- Síntese do raciocínio: A tarefa consiste em uma busca de valor (o IMC de uma pessoa) em uma tabela de intervalos (Tabela 1) e na verificação da correspondência exata das duas informações associadas (classificação e risco).
- Expectativa: A alternativa correta será aquela que transcreve perfeitamente, sem nenhuma alteração ou exagero, a classificação e o nível de risco para o IMC de uma das pessoas listadas.
4️⃣ PASSO 4 – ALTERNATIVAS COMENTADAS (A AUTÓPSIA)
Vamos submeter cada alternativa ao nosso rigoroso processo de verificação.
- Alternativa A: Cristina está dentro dos padrões de normalidade.
- Investigação: O IMC de Cristina é 15. Na Tabela 1, um IMC menor que 18,5 é classificado como “magreza”.
- O “Diagnóstico do Erro”: Contradição Direta. “Magreza” não é “normalidade”.
- Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
- Alternativa B: Maria está magra, mas não corre risco de desenvolver doenças.
- Investigação: O IMC de Maria é 20. Na Tabela 1, isso está na faixa de “normalidade” com “risco baixo”.
- O “Diagnóstico do Erro”: Contradição Direta e Generalização Excessiva. Primeiro, ela está na normalidade, não magra. Segundo, “risco baixo” não é a mesma coisa que “não corre risco”.
- Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
- Alternativa C: João está obeso e o risco de desenvolver doenças é muito elevado.
- Investigação: O IMC de João é 35. Na Tabela 1, isso corresponde à faixa de “obesidade” com “risco muito elevado”.
- Análise de Correspondência: A afirmação bate perfeitamente com nosso dossiê e nossa “Expectativa”. Cada palavra está correta.
- Conclusão: ✔️ Alternativa correta.
- Alternativa D: Antônio está com sobrepeso e o risco de desenvolver doenças é muito elevado.
- Investigação: O IMC de Antônio é 28. Na Tabela 1, isso corresponde a “sobrepeso” com risco “elevado”.
- O “Diagnóstico do Erro”: Erro de Escala. A alternativa troca “elevado” por “muito elevado”, caindo na armadilha clássica.
- Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
- Alternativa E: Sérgio está com sobrepeso, mas não corre risco de desenvolver doenças.
- Investigação: O IMC de Sérgio é 45. Na Tabela 1, isso corresponde a “obesidade grave” com risco “muitíssimo elevado”.
- O “Diagnóstico do Erro”: Contradição Direta (dupla). A classificação está errada (“obesidade grave”, não “sobrepeso”) e o risco está errado (“muitíssimo elevado”, não “sem risco”).
- Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
5️⃣ PASSO 5 – O GRAND FINALE (APRENDIZAGEM EXPANDIDA)
- Frase de Fechamento: Confirmamos que a alternativa C é a única correta, pois é a única que realiza uma correspondência perfeita e precisa entre os dados das duas tabelas para o caso de João.
- Resumo-flash (A Imagem Mental): “Para resolver, seja um robô: pegue o IMC da Tabela 2, encontre a linha exata na Tabela 1 e verifique se a alternativa não mente.”
- 🧠 Para ir Além (A Ponte para o Futuro): A lógica que usamos aqui — de classificar um item com base em onde seu valor numérico se encaixa em uma série de intervalos predefinidos — é um princípio fundamental na programação de computadores. Isso é feito usando estruturas condicionais como “IF…ELSE IF…ELSE”. Um programador escreveria um código assim: SE (IMC < 18.5) { classificação = “Magreza”; } SENÃO SE (IMC >= 18.5 E IMC <= 24.9) { classificação = “Normalidade”; } … e assim por diante. A tarefa que você acabou de fazer manualmente é exatamente o que um computador faz milhões de vezes por segundo para tomar decisões baseadas em dados.