
No canto registrado pela cultura popular, a característica do mundo rural brasileiro no século XX destacada é a:
A) atuação da bancada ruralista.
B) expansão da fronteira agrícola.
C) valorização da agricultura familiar.
D) manutenção da concentração fundiária.
E) implementação da modernização conservadora.

Resolução em Texto
📚 Matérias Necessárias para a Solução da Questão:
Geografia Agrária e Sociologia Rural
📝 Tema/Objetivo Geral:
Interpretar representações culturais sobre a estrutura fundiária brasileira no século XX
📊 Nível da Questão:
Médio — porque exige leitura crítica do texto e conhecimento sobre a desigualdade no campo brasileiro
🎯 Gabarito:
D) manutenção da concentração fundiária
Passo 1: Análise do Comando e Definição do Objetivo
📌 O enunciado apresenta uma produção popular que retrata a realidade rural de Goiás e pede a identificação da característica do mundo rural brasileiro no século XX que está destacada na letra.
🔎 O que está sendo pedido? Entender qual processo social é denunciado no canto popular, a partir de seus versos.
🎯 Objetivo cristalino: Mostrar que o poema denuncia a concentração de terras nas mãos de poucos e o abandono das terras improdutivas, enquanto milhares de pessoas seguem sem acesso à terra.
👀 Se “tem muita gente sem terra” e “tem muita terra sem gente”, o que está sendo criticado?
Passo 2: Explicação de Conceitos e Conteúdos Necessários
🌾 Concentração fundiária:
• Refere-se à posse de grandes extensões de terra por um pequeno número de proprietários.
• É um dos traços históricos mais marcantes do campo brasileiro desde o período colonial.
• Gera desigualdade social, conflitos e abandono de terras produtivas.
🏞 Latifúndio improdutivo:
✔ Áreas enormes, muitas vezes sem cultivo, com donos ausentes.
✔ Contrasta com a falta de terras para pequenos agricultores e trabalhadores rurais.
🤔 Mas se há terra livre, por que há gente sem terra?
➡️ Porque a posse está concentrada e não existe redistribuição justa.
Passo 3: Tradução e Interpretação do Texto
📖 Versos como:
“Sem lavoura e sem ninguém / O dono mora ausente” mostram que a terra não está sendo usada nem habitada.
📍 E os últimos versos reforçam a denúncia:
“Tem muita gente sem terra / Tem muita terra sem gente” — frase icônica da luta por reforma agrária.
📌 A crítica é direta: a terra existe, mas não está acessível à maioria.
Se a terra está parada e as pessoas estão sem ela, o que isso revela?
➡️ Uma manutenção da desigualdade na posse da terra.
Passo 4: Desenvolvimento do Raciocínio
📌 O texto é um retrato claro da realidade fundiária excludente no Brasil rural.Enquanto latifúndios permanecem improdutivos ou subutilizados, a maioria da população rural luta por acesso à terra. Essa situação se agravou com a modernização do campo, mas já era uma realidade estrutural no século XX.
📌 A música não trata de avanços técnicos, bancada ruralista ou agricultura familiar, mas sim da injustiça histórica da concentração fundiária.
Passo 5: Análise das Alternativas e Resolução
A) atuação da bancada ruralista
❌ Errada. A música é do século XX e não aborda representação política no Congresso.
B) expansão da fronteira agrícola
❌ Errada. O texto não fala em avanço sobre novas terras, e sim sobre terras ociosas com donos ausentes.
C) valorização da agricultura familiar
❌ Errada. A agricultura familiar não é mencionada, nem defendida no texto.
D) manutenção da concentração fundiária
✅ Correta! A letra denuncia a existência de terras sem uso nas mãos de poucos, enquanto muitos seguem sem acesso à terra.
E) implementação da modernização conservadora
❌ Errada. Embora esse processo tenha ocorrido no campo, o texto não aborda mecanização nem o modelo técnico-produtivo.
Passo 6: Conclusão e Justificativa Final
📌 O canto popular denuncia uma das mais graves questões do campo brasileiro: a concentração fundiária, com latifúndios improdutivos e pessoas privadas do direito à terra.
👣 A denúncia é direta, cultural e política: a terra existe, mas está nas mãos erradas.
🔍 Resumo Final:
A letra retrata o problema histórico da distribuição desigual de terras, criticando a presença de grandes propriedades sem uso enquanto muitos trabalhadores permanecem sem terra. Por isso, a alternativa correta é D.