Na tentativa de explicar o processo evolutivo dos seres humanos, em 1981, Lynn Margulis propôs a teoria endossimbiótica, após ter observado que duas organelas celulares se assemelhavam a bactérias em tamanho, forma, genética e bioquímica. Acredita-se que tais organelas são descendentes de organismos procariontes que foram capturados por alguma célula, vivendo em simbiose. Tais organelas são as mitocôndrias e os cloroplastos, que podem se multiplicar dentro da célula.
A multiplicação dessas organelas deve-se ao fato de apresentarem
A) DNA próprio.
B) ribossomos próprios.
C) membrana duplicada.
D) código genético diferenciado.
E) maquinaria de reparo do DNA.

Resolução em texto
Matérias Necessárias para a Solução da Questão (em letras comuns, sem destaque):
Biologia Celular, Genética, História da Ciência
Nível da Questão (em letras comuns, sem destaque):
Médio
Gabarito (em letras comuns, sem destaque):
A) DNA próprio
Tema/Objetivo Geral (em letras comuns, sem destaque):
Entender por que as mitocôndrias e os cloroplastos conseguem se multiplicar de forma independente na célula, destacando a importância do seu próprio material genético.
🔷 Passo 1: Análise do Comando e Definição do Objetivo
📌 Comando da Questão:
O enunciado apresenta a teoria endossimbiótica de Lynn Margulis, que propõe que as mitocôndrias e os cloroplastos são descendentes de bactérias (procariontes) que foram incorporadas pelas células e que se multiplicam internamente.
📌 Explicação Detalhada:
A questão pergunta qual característica desses organelos possibilita sua multiplicação dentro da célula. Para responder, precisamos reconhecer que esses organelos mantiveram um traço fundamental dos procariontes: a capacidade de replicar seu próprio DNA, independentemente do núcleo celular.
📌 Palavras-chave:
- Teoria endossimbiótica
- Mitocôndrias e cloroplastos
- Multiplicação interna
- DNA próprio
📌 Objetivo:
Mostrar que a presença de DNA próprio nesses organelos permite que eles se multipliquem de forma autônoma, reforçando sua origem procarionte.
🔷 Passo 2: Explicação de Conceitos e Conteúdos Necessários
📌 Teoria Endossimbiótica:
🔹 Propõe que as mitocôndrias e cloroplastos foram, originalmente, bactérias livres que foram internalizadas por células ancestrais.
🔹 Esse evento evolutivo foi fundamental para o surgimento de células eucariotas complexas.
📌 DNA Próprio:
🔹 Diferentemente da maioria dos organelos, que dependem do DNA nuclear, as mitocôndrias e os cloroplastos possuem seus próprios cromossomos.
🔹 Esse DNA permite que esses organelos se reproduzam independentemente, replicando-se dentro da célula.
🔹 Exemplo Prático/Analogia:
Imagine uma pequena empresa que, mesmo fazendo parte de uma grande corporação, possui seu próprio departamento de contabilidade. Esse departamento funciona de forma autônoma e se organiza internamente, assim como os organelos com seu próprio DNA.
🔷 Passo 3: Tradução e Interpretação do Texto
📌 Análise do Texto:
O enunciado relata que, em 1981, Lynn Margulis observou semelhanças entre certas organelas e bactérias, sugerindo que elas são descendentes de organismos procariontes que foram capturados por uma célula hospedeira, vivendo em simbiose. O detalhe crucial é que essas organelas podem se multiplicar dentro da célula.
📌 Interpretação:
Isso implica que elas mantêm um sistema próprio de replicação, ou seja, possuem DNA próprio que lhes permite a autoduplicação, independentemente do núcleo celular.
🔷 Passo 4: Desenvolvimento do Raciocínio
📌 Lógica do Raciocínio:
- A teoria endossimbiótica explica a origem das mitocôndrias e cloroplastos como bactérias que foram incorporadas pela célula.
- Como bactérias, elas trazem consigo sua própria maquinaria genética (DNA).
- A presença de DNA próprio é essencial para que essas organelas se multipliquem autonomamente dentro da célula, ou seja, elas replicam seu material genético sem depender do núcleo celular.
📌 Resumo da Ideia:
A capacidade de multiplicação desses organelos se deve à presença do seu próprio DNA, permitindo que se reproduzam de forma independente.
🔷 Passo 5: Análise das Alternativas (ou Argumentos) e Resolução
- (A) DNA próprio
- Cenário real: A presença de DNA próprio permite que a mitocôndria e o cloroplasto se multipliquem independentemente. Essa alternativa é a correta.
- (B) ribossomos próprios
- Cenário hipotético: Embora possuam ribossomos, eles não são o fator determinante para a multiplicação autônoma; os ribossomos auxiliam na síntese proteica, mas o controle replicativo vem do DNA.
- 🔬 (Exemplo: Ter ribossomos é importante, mas sem DNA não se replicaria.)
- (C) membrana duplicada
- Cenário hipotético: A presença de membranas é necessária para a estrutura do organelo, mas não explica a capacidade de replicação autônoma.
- 🌐 (Exemplo: Uma célula precisa de membrana para existir, mas isso não induz a replicação.)
- (D) código genético diferenciado
- Cenário hipotético: O código genético é praticamente universal entre os seres vivos; diferenças pequenas não determinam a autonomia replicativa.
- 🧬 (Exemplo: Variações mínimas no código não são o fator chave para a multiplicação.)
- (E) maquinaria de reparo do DNA
- Cenário hipotético: Embora importante para a manutenção, esta maquinaria não é o fator principal que permite a replicação autônoma.
- ⚙️ (Exemplo: Reparos corrigem erros, mas sem o DNA próprio a multiplicação não aconteceria.)
Escolha Correta:
(A) DNA próprio
🔷 Passo 6: Conclusão e Justificativa Final
📌 Resumo do Raciocínio:
A teoria endossimbiótica de Lynn Margulis indica que mitocôndrias e cloroplastos evoluíram a partir de bactérias que foram internalizadas pelas células e mantiveram sua capacidade de replicação. Essa capacidade é possível graças à presença do DNA próprio nesses organelos, que lhes permite se multiplicar de forma independente, tal como as bactérias fariam.
📌 Reafirmação da Alternativa Correta:
(A) DNA próprio
📌 Resumo Final:
O fato de essas organelas possuírem seu próprio DNA é crucial para que possam se reproduzir autonomamente dentro da célula. Esse traço, herdado de sua origem procarionte, diferencia o trabalho de multiplicação dos organelos em relação à replicação nuclear, reforçando a teoria endossimbiótica e comprovando a autonomia replicativa dos mesmos.
