Most people know of the Karen people from television documentaries, magazines and encyclopedias as the “long-neck” or “giraffe” tribe. But the women who wear these brass rings on their neck belong to a sub-group of the Karen known as the Padaung. Whatever the origin of the custom one of the more common reasons it continues today, particularly in Thailand, is tourism. Although the Padaung have migrated to Thailand in only the last ten years, they have become the most popular “attraction” for hill-tribe trekking tourists. Some have written of this as exploitation of the Padaung; many westerners liken the experience of visiting one of these villages to visiting a human zoo. Some tour operators in Thailand now refuse to take tourists into such villages, while some tourists boycott those operators that do.
Disponível em: www.peoplesoftheworld.org. Acesso em: 8 dez. 2017.
O texto que versa sobre a prática do uso de argolas no pescoço por mulheres de uma tribo que migrou para a Tailândia tem por finalidade
A) apoiar o boicote dos turistas à visitação a essas comunidades.
B) evitar a exploração dessas mulheres em suas comunidades.
C) enaltecer essa tradição presente até os dias atuais.
D) divulgar atrações populares para o público ocidental.
E) retratar a situação desse costume na atualidade.

✍ Resolução Em Texto
Matérias Necessárias para a Solução da Questão:
Interpretação de Texto em Língua Inglesa, Vocabulário (Turismo e Cultura), Identificação do Propósito Comunicativo (Intenção do Autor).
Tema/Objetivo Geral:
O dilema do turismo étnico. O objetivo é identificar a função do texto: ele não está vendendo um pacote turístico nem fazendo um manifesto político; ele está descrevendo (retratando) um cenário atual onde uma tradição antiga sobrevive às custas de virar uma atração turística polêmica (“zoológico humano”).
Nível da Questão:
Médio.
Por que? O texto apresenta opiniões fortes (“human zoo”, “exploitation”), o que pode levar o aluno a achar que o autor está protestando (Alternativas A ou B). O desafio é perceber que o autor está apenas relatando que essas opiniões existem, mantendo uma postura de observador neutro.
Gabarito:
Letra E.
A alternativa está correta porque o texto faz um panorama (retrato) da situação: explica quem são as mulheres, por que o costume continua (turismo) e quais são as reações a isso (críticas e boicotes), sem tomar partido explícito.
🏗 Resolução Passo a Passo
1️⃣ PASSO 1 – O QUE A QUESTÃO QUER? (O MAPA DA MINA) 🗺️
Decodificação do Objetivo:
A questão pergunta: “Qual é a intenção desse texto?”. O autor escreveu isso para quê? Para convencer você a não ir? Para elogiar a cultura? Ou para contar o que está acontecendo?
Simplificação Radical (A Analogia Central):
Imagine um documentarista com uma câmera.
Ele filma as mulheres com argolas. Depois filma os turistas tirando fotos. Depois filma um ativista gritando “Isso é exploração!”. Depois filma um guia turístico dizendo “Isso traz dinheiro”.
O documentarista não falou nada, ele apenas mostrou os fatos.
O texto é essa câmera. Ele mostra os dois lados da moeda: a sobrevivência da tradição e a acusação de exploração.
Nosso Plano de Ataque será o seguinte:
- Identificar o tom do texto (Informativo/Descritivo).
- Mapear os pontos de vista citados (Turismo como sustento vs. Turismo como zoológico).
- Diferenciar “Relatar um boicote” de “Apoiar um boicote”.
2️⃣ PASSO 2 – DESVENDANDO AS FERRAMENTAS (A CAIXA DE FERRAMENTAS) 🧰
Precisamos do Termômetro de Intenção.
Glossário de Análise:
| Palavra no Texto | Tradução | O que ela indica? |
| “Most people know…” | A maioria conhece… | Introdução de contexto geral. |
| “Whatever the origin…” | Qualquer que seja a origem… | Foco no presente, não no passado. |
| “Some have written…” | Alguns escreveram… | O autor cita a opinião de terceiros (distanciamento). |
| “Many westerners liken…” | Muitos ocidentais comparam… | Relato de percepção externa. |
Conceito Chave:
Exposição vs. Argumentação: O texto expõe fatos (“tourism is a common reason”) e opiniões alheias (“some refuse”), mas não argumenta a favor de uma tese própria.
3️⃣ PASSO 3 – INTERPRETAÇÃO GUIADA (MÃO NA MASSA) 🕵️♂️
Vamos seguir a narrativa do autor:
O Fato:
- “But the women… belong to a sub-group… known as the Padaung.”
- (Correção de informação: não é uma tribo isolada, é um subgrupo).
A Causa da Permanência:
- “…one of the more common reasons it continues today… is tourism.”
- (O turismo paga para que a tradição continue).
O Conflito Ético:
- “Some have written of this as exploitation… visiting a human zoo.”
- (Alguns chamam de exploração e zoológico humano).
A Reação do Mercado:
- “Some tour operators… refuse… while some tourists boycott…”
- (Alguns boicotam).
Conclusão: O texto desenha o cenário completo. Ele não diz “Não vá!”. Ele diz: “Existem pessoas que não vão porque acham que é um zoológico humano”.
🚨 ARMADILHA CLÁSSICA! 🚨
CUIDADO com a alternativa A (“apoiar o boicote”).
O texto menciona a palavra “boycott” na última linha. O aluno vê a palavra e marca a alternativa.
O Erro: Mencionar um fato não é apoiar o fato. O texto diz “some tourists boycott” (alguns turistas boicotam). Ele está narrando a ação dos turistas, não convidando o leitor a aderir. Se o texto dissesse “You should boycott” (Você deveria boicotar), aí sim seria a letra A.
A Bússola (O Perfil do Culpado):
- Síntese do raciocínio: O texto descreve a dinâmica atual da tradição das mulheres girafa, equilibrando a motivação econômica (turismo) com as críticas éticas (exploração), funcionando como um retrato da situação.
- Expectativa: Devemos buscar verbos como “retratar”, “descrever”, “apresentar” ou “expor”.
4️⃣ PASSO 4 – ALTERNATIVAS COMENTADAS (A AUTÓPSIA) 💀
Vamos interrogar os suspeitos:
- A) apoiar o boicote dos turistas à visitação a essas comunidades.
- Diagnóstico do Erro: Confusão entre Relato e Opinião.
- Análise: O autor relata que o boicote existe, mas não se posiciona a favor dele. O texto é informativo, não persuasivo/ativista.
- Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
- B) evitar a exploração dessas mulheres em suas comunidades.
- Diagnóstico do Erro: Atribuição de Poder.
- Análise: Um texto informativo por si só não tem o poder direto de “evitar a exploração”. Além disso, o texto explica que o turismo é o que mantém a tradição viva hoje, criando um paradoxo (é exploração ou sustento?). O autor não resolve esse problema.
- Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
- C) enaltecer essa tradição presente até os dias atuais.
- Diagnóstico do Erro: Leitura Positiva Indevida.
- Análise: O texto traz termos pesados como “human zoo” (zoológico humano) e “exploitation” (exploração). Isso está longe de ser um enaltecimento ou elogio à tradição.
- Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
- D) divulgar atrações populares para o público ocidental.
- Diagnóstico do Erro: Confusão de Gênero Textual.
- Análise: Isso seria a função de um folheto turístico ou guia de viagem. O texto faz o oposto: ele problematiza a atração, mostrando o lado negativo ético, o que não é comum em textos de divulgação promocional.
- Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
- E) retratar a situação desse costume na atualidade.
- Análise: Perfeita.
- “Retratar” = Descrever o cenário.
- “Situação na atualidade” = A migração para a Tailândia, o turismo como motor econômico e os dilemas éticos envolvidos.
- O texto é uma fotografia verbal do momento presente dessa tribo.
- Conclusão: 🟢 Alternativa correta.
- Análise: Perfeita.
5️⃣ PASSO 5 – O GRAND FINALE (APRENDIZAGEM EXPANDIDA) 🎭
Frase de Fechamento:
A resposta é a Letra E, pois o texto atua como um registro jornalístico imparcial, expondo a complexidade da sobrevivência da cultura Padaung na Tailândia moderna, onde a tradição se entrelaça com o turismo de massa e gera debates éticos sobre exploração humana.
Resumo-flash (A Imagem Mental):
📸 A Foto sem Filtro: O texto não usa o filtro “Venha Conhecer” (Propaganda) nem o filtro “Abaixo a Exploração” (Protesto). É a foto crua da realidade.
🧠 Para ir Além (A Ponte para o Futuro):
Esse fenômeno é estudado na Sociologia como Mercantilização da Cultura (Commodification of Culture). Quando rituais ou tradições sagradas são transformados em produtos para consumo de turistas (“turismo étnico”), a cultura corre o risco de perder seu significado original e virar apenas um show (staged authenticity).