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Questão 125, caderno azul do ENEM 2013

TEXTO I

É evidente que a vitamina D é importante — mas como obtê-la? Realmente, a vitamina D pode ser produzida naturalmente pela exposição à luz do sol, mas ela também existe em alguns alimentos comuns. Entretanto, como fonte dessa vitamina, certos alimentos são melhores do que outros. Alguns possuem uma quantidade significativa de vitamina D, naturalmente, e são alimentos que talvez você não queira exagerar: manteiga, nata, gema de ovo e fígado.  

Disponível em: http://saude.hsw.uol.com.br. Acesso em: 31 jul. 2012.

TEXTO II

Todos nós sabemos que a vitamina D (colecalciferol) é crucial para sua saúde. Mas a vitamina D é realmente uma vitamina? Está presente nas comidas que os humanos normalmente consomem? Embora exista em algum percentual na gordura do peixe, a vitamina D não está em nossas dietas, a não ser que os humanos artificialmente incrementem um produto alimentar, como o leite enriquecido com vitamina D. A natureza planejou que você a produzisse em sua pele, e não a colocasse direto em sua boca.

Então, seria a vitamina D realmente uma vitamina?

Disponível em: www.umaoutravisao.com.br. Acesso em: 31 jul. 2012.

Frequentemente circulam na mídia textos de divulgação científica que apresentam informações divergentes sobre um mesmo tema. Comparando os dois textos, constata-se que o Texto II contrapõe-se ao I quando:

A) comprova cientificamente que a vitamina D não é uma vitamina.

B) demonstra a verdadeira importância da vitamina D para a saúde.

C) enfatiza que a vitamina D é mais comumente produzida pelo corpo que absorvida por meio de alimentos.

D) afirma que a vitamina D existe na gordura dos peixes e no leite, não em seus derivados.

E) levanta a possibilidade de o corpo humano produzir artificialmente a vitamina D.

Resolução em Texto

📚 Matérias Necessárias para a Solução da Questão:
Interpretação de texto, Leitura comparativa, Divulgação científica.

📝 Tema/Objetivo Geral:
Analisar divergências de enfoque entre dois textos informativos sobre a vitamina D, identificando o ponto em que há contraposição.

📊 Nível da Questão:
Médio — exige leitura atenta e capacidade de comparar argumentos implícitos sobre um mesmo tema.

🎯 Gabarito:
C


Passo 1: Análise do Comando e Definição do Objetivo

📌 A questão quer saber em que ponto o Texto II se contrapõe ao Texto I — ou seja, onde há uma visão oposta entre eles. Para isso, é necessário entender qual é o foco de cada texto ao tratar da vitamina D.

🎯 O que está sendo pedido?
Identificar a principal diferença de perspectiva entre os dois textos quanto à forma de obtenção da vitamina D.

Objetivo cristalino:
Reconhecer que o Texto II contesta a ênfase do Texto I sobre a alimentação como fonte relevante de vitamina D, defendendo em vez disso a produção natural pelo corpo.

🧭 Você percebe que um texto foca na comida e o outro no corpo como principal fonte de vitamina D?


Passo 2: Explicação de Conceitos e Conteúdos Necessários

🥚 O Texto I considera a alimentação uma via razoável para absorção da vitamina D, mencionando alimentos como gema de ovo, fígado e manteiga. Também cita a exposição ao sol, mas sem desvalorizar os alimentos.

☀️ Já o Texto II traz um tom questionador: diz que a vitamina D não está naturalmente presente nas dietas humanas e que sua função original é ser produzida pela pele com luz solar. A alimentação só fornece vitamina D quando os produtos são enriquecidos artificialmente.

🧠 Isso gera um conflito de enfoque: o primeiro texto valoriza os alimentos, o segundo valoriza a produção corporal natural.


Passo 3: Tradução e Interpretação do Texto

📌 No Texto I, temos:
“Realmente, a vitamina D pode ser produzida naturalmente pela exposição à luz do sol, mas ela também existe em alguns alimentos comuns.”

📌 No Texto II, lemos:
“A vitamina D não está em nossas dietas, a não ser que os humanos artificialmente incrementem um produto alimentar.”

🔍 Isso mostra que o Texto II corrige ou contesta a ideia do primeiro, dizendo que a vitamina não está naturalmente nos alimentos, e que a natureza nos projetou para produzi-la pela pele.


Passo 4: Desenvolvimento do Raciocínio

🔬 O Texto II adota um tom mais crítico, sugerindo que a classificação da vitamina D como “vitamina” pode ser até mesmo inadequada, já que o corpo humano é quem deveria produzi-la naturalmente, e não depender da alimentação.

🍽 Já o Texto I tenta conciliar as fontes, tratando tanto a exposição ao sol quanto o consumo de certos alimentos como alternativas viáveis.

🎯 A divergência está, portanto, na valorização do modo como se obtém a vitamina D: o Texto II rejeita a via alimentar como suficiente ou natural, ao passo que o Texto I a considera útil.


Passo 5: Análise das Alternativas (ou Argumentos) e Resolução

A) “comprova cientificamente que a vitamina D não é uma vitamina.”
❌ Errado. O Texto II levanta a dúvida, mas não apresenta comprovação científica.

B) “demonstra a verdadeira importância da vitamina D para a saúde.”
❌ Inadequado. Ambos os textos reconhecem a importância, não há contraposição nesse aspecto.

C) “enfatiza que a vitamina D é mais comumente produzida pelo corpo que absorvida por meio de alimentos.”
✅ Correto! É esse o ponto de oposição: o Texto II desafia o Texto I ao dizer que a alimentação não é o modo natural de obtenção da vitamina D.

D) “afirma que a vitamina D existe na gordura dos peixes e no leite, não em seus derivados.”
❌ Falso. Isso não é afirmado por nenhum dos dois textos com essa oposição entre leite e derivados.

E) “levanta a possibilidade de o corpo humano produzir artificialmente a vitamina D.”
❌ Incorreto. O texto fala que o corpo produz naturalmente — quem adiciona artificialmente são os fabricantes ao enriquecer produtos.


Passo 6: Conclusão e Justificativa Final

🧩 A divergência principal entre os textos está na ênfase sobre como o corpo humano adquire a vitamina D. O Texto I reconhece os alimentos como fonte relevante, enquanto o Texto II contesta essa visão, destacando que a principal via é a produção natural pela pele com luz solar.

🔎 Resumo Final: A alternativa C é a correta porque traduz com precisão a oposição entre os textos: enquanto o primeiro admite o papel da alimentação na obtenção da vitamina D, o segundo a considera secundária, afirmando que o corpo humano foi feito para produzi-la naturalmente.

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