Retomando la inquietud propia y de tanta gente contraria a la denominación racista y xenófoba “Día de la Raza” usada para el feriado 12 de octubre, donde se recuerda el arribo de los primeros europeos a tierras posteriormente nombradas América, reforzamos la idea sumando agrupaciones e independientes de la militancia ciudadana motivados por lo mismo. Puede parecer menor, pero un nombre dice mucho. Es un símbolo, una representación, un código que resume infinidad de cosas desde lo objetivo y desde lo subjetivo. Y lamentablemente no hubo “descubrimiento” sino despojo y apropiación. No hubo “encuentro” sino saqueo y masacre. La propuesta es que la sociedad uruguaya logre una frase sustantiva que guarde memoria de los hechos, apostando a un presente y futuro fraternal e igualitario, y a una convivencia sin hegemonías ni predominios culturales aunque así haya sido el origen de nuestra historia.
ANDRADE, S. No más Día de la Raza. América Latina en movimiento.
Disponível em: http://alainet.org. Acesso em: 22 fev. 2012 (adaptado).
Com a expressão Día de la Raza, faz-se referência à chegada dos primeiros europeus em território americano e denomina-se a comemoração desse dia. A autora do texto sugere o fim dessa denominação no Uruguai, acreditando que
A) a nomenclatura adotada será esquecida, porque é de conhecimento geral que não houve descoberta.
B) a reivindicação convencerá outros grupos e adeptos, porque muitos desconhecem esse nome.
C) a sociedade deve encontrar uma frase significativa para a preservação da lembrança dos fatos.
D) o convívio permitirá o esquecimento dos massacres, porque não houve encontro no passado.
E) o presente e o futuro são e serão fraternais e igualitários para o estímulo do predomínio cultural.

Resolução em Texto
📚 Matérias Necessárias para a Solução da Questão
Interpretação de texto, Leitura crítica, Construção de sentidos simbólicos, Relação entre linguagem e ideologia.
📝 Tema/Objetivo Geral
Reflexão crítica sobre a nomeação simbólica de eventos históricos e sua relação com a memória coletiva.
📊 Nível da Questão
Médio
🎯 Gabarito
C
Resolução Passo a Passo
🔎 Passo 1: Análise do Comando e Objetivo
📌 Comando da questão:
Com a expressão Día de la Raza, faz-se referência à chegada dos primeiros europeus em território americano e denomina-se a comemoração desse dia. A autora do texto sugere o fim dessa denominação no Uruguai, acreditando que…
🔎 O que ele quer:
O enunciado quer saber qual a proposta da autora ao criticar a expressão “Día de la Raza” e defender a criação de uma nova denominação.
🎯 Objetivo Cristalino da questão:
Compreender a crítica simbólica e ideológica que a autora faz ao termo “Día de la Raza” e perceber que a proposta central é criar uma nova frase que resgate a memória dos fatos de forma mais justa e crítica.
❓ Dúvida comum:
A expressão “Día de la Raza” pode parecer inofensiva, mas carrega um peso ideológico. A autora não propõe apenas “esquecer” o passado, mas nomeá-lo com mais consciência.
📚 Passo 2: Explicação de Conceitos e conteúdos Necessários
- Nomeação simbólica: O modo como nomeamos algo carrega significados, valores e ideologias.
- Memória histórica: É a maneira como sociedades escolhem lembrar eventos do passado.
- Discurso crítico: O texto busca desconstruir uma visão glorificada da colonização europeia.
O texto está ancorado em uma crítica ao apagamento das violências coloniais e ao uso de nomes que mascaram o massacre indígena como um “descobrimento” ou “encontro”.
📝 Passo 3: Tradução e Interpretação do Texto
📌 Frases-chave do texto:
- “No hubo ‘descubrimiento’ sino despojo y apropiación. No hubo ‘encuentro’ sino saqueo y masacre.”
👉 Desconstrói a narrativa oficial e denuncia as violências da colonização. - “Un nombre dice mucho… símbolo, representación, código.”
👉 Defende a importância da linguagem como representação ideológica. - “La propuesta es que la sociedad uruguaya logre una frase sustantiva que guarde memoria de los hechos…”
👉 É o centro da proposta: substituir o nome atual por uma expressão que preserve a memória crítica dos acontecimentos.
✅ Passo 4: Análise das Alternativas e Resolução
A) a nomenclatura adotada será esquecida, porque é de conhecimento geral que não houve descoberta.
🔴 Errada.
A autora não diz que a expressão será esquecida automaticamente. Ela propõe ativamente uma nova denominação.
✔️ Ficaria correta se dissesse: “…será substituída por outra mais crítica e consciente.”
B) a reivindicação convencerá outros grupos e adeptos, porque muitos desconhecem esse nome.
🔴 Errada.
A proposta é crítica ao nome atual, não ao desconhecimento dele. A crítica está na carga simbólica negativa da expressão, e não na sua falta de reconhecimento.
✔️ Ficaria correta se dissesse: “…porque muitos compartilham da crítica ao simbolismo do nome atual.”
C) a sociedade deve encontrar uma frase significativa para a preservação da lembrança dos fatos.
🟢 Correta.
Essa é exatamente a proposta da autora: mudar o nome para preservar a memória histórica, respeitando a verdade dos eventos e promovendo um discurso mais igualitário.
D) o convívio permitirá o esquecimento dos massacres, porque não houve encontro no passado.
🔴 Errada.
A autora não defende o esquecimento, mas sim a lembrança crítica dos fatos históricos.
✔️ Ficaria correta se dissesse: “…não permitirá o esquecimento, pois a lembrança é essencial para uma convivência justa.”
E) o presente e o futuro são e serão fraternais e igualitários para o estímulo do predomínio cultural.
🔴 Errada.
O texto critica justamente o predomínio cultural de uma visão colonial. A autora não acredita que o presente e o futuro já sejam igualitários, mas que devem ser construídos com base na crítica ao passado.
✔️ Ficaria correta se dissesse: “…para evitar o predomínio cultural e promover igualdade.”
🏆 Passo 5: Conclusão e Justificativa Final
A proposta da autora é clara: modificar a nomenclatura simbólica do feriado “Día de la Raza”, pois ela mascara a realidade violenta do processo de colonização. A nova frase sugerida deve ser carregada de memória histórica, respeitando as vozes silenciadas e fomentando uma convivência igualitária e sem hegemonias culturais.
A alternativa C expressa perfeitamente essa ideia, destacando a importância de se encontrar uma nova expressão para preservar os fatos com dignidade e consciência crítica.