Uma empresa necessita colorir parte de suas embalagens, com formato de caixas cúbicas, para que possa colocar produtos diferentes em caixas distintas pela cor, utilizando para isso um recipiente com tinta, conforme Figura 1. Nesse recipiente, mergulhou-se um cubo branco, tal como se ilustra na Figura 2. Desta forma, a parte do cubo que ficou submersa adquiriu a cor da tinta.

Qual é a planificação desse cubo após submerso?


- Matérias Necessárias para a Solução da Questão:
- Visualização Espacial
- Geometria Espacial (Sólidos e Planificações)
- Interpretação de Imagem
- Tema/Objetivo Geral: Raciocínio Espacial e Planificação de Sólidos Geométricos.
- Nível da Questão: Médio. A questão não exige cálculos complexos, mas sim uma habilidade de visualização espacial bem desenvolvida para conectar a cena 3D (o cubo na tinta) com suas representações 2D (as alternativas planificadas).
- Gabarito: Alternativa (C). Esta alternativa é a única que representa corretamente um cubo com a face da base totalmente pintada, quatro faces laterais pintadas até a metade e a face do topo intacta.
PASSO 1 – O QUE A QUESTÃO QUER? (O MAPA DA MINA)
- Decodificação do Objetivo: Em bom português, a questão nos desafia a fazer o seguinte: “Imagine que você mergulhou o cubo na tinta como mostrado, depois o tirou e o desmontou completamente, como se fosse uma caixa de papelão. Qual das opções abaixo é o mapa exato de como as faces pintadas e não pintadas ficariam?”
- Simplificação Radical (A Analogia Central): Pense nisso como um “CSI” da geometria. A Figura 2 é a “cena do crime” — o momento em que o cubo interage com a tinta. As alternativas são os “retratos falados” do cubo após a ação. Nossa missão é analisar a cena do crime para descobrir qual retrato falado é o verdadeiro. O verdadeiro desafio aqui é traduzir uma ação 3D em um resultado 2D.
- Plano de Ataque (O Roteiro da Investigação): Nosso plano será metódico e à prova de erros.
- Analisar a Cena 3D: Vamos investigar a Figura 2 para determinar exatamente quais faces do cubo foram pintadas e o quanto de cada face foi coberto pela tinta.
- Criar o “Dossiê do Cubo Pintado”: Com base na análise, listaremos as características exatas do nosso cubo. Este será o perfil do nosso “culpado”.
- Confrontar os Suspeitos: Vamos comparar nosso dossiê com cada uma das alternativas (os moldes planificados) para encontrar a correspondência perfeita.
PASSO 2 – DESVENDANDO AS FERRAMENTAS (A CAIXA DE FERRAMENTAS)
Para resolver este mistério, precisamos dominar a relação entre um cubo (3D) e sua planificação (2D). Vamos construir esse raciocínio juntos.
Diálogo Mentor-Aluno (🕵️♂️ & 🧠):
- 🕵️♂️ Mentor: “Ótimo, vamos começar a investigação. Um cubo tem quantas faces no total?”
- 🧠 Aluno: “Seis faces, como um dado.”
- 🕵️♂️ Mentor: “Exato. Agora, olhe atentamente para a Figura 2. O cubo foi mergulhado na tinta. A face que está completamente no fundo do recipiente… o que aconteceu com ela?”
- 🧠 Aluno: “Ela foi totalmente submersa. Então, a face de baixo está 100% pintada.”
- 🕵️♂️ Mentor: “Perfeito. E a face oposta a ela, a que está no topo, virada para cima?”
- 🧠 Aluno: “Essa nem tocou na tinta. Está 100% branca, intacta.”
- 🕵️♂️ Mentor: “Brilhante. Agora, a parte crucial: e as quatro faces que formam as ‘paredes’ do cubo, as faces laterais? Observe a linha da tinta.”
- 🧠 Aluno: “A linha da tinta bate exatamente no meio da altura do cubo. Isso significa que as quatro faces laterais foram pintadas, mas apenas até a metade!”
- 🕵️♂️ Mentor: “É isso! Acabamos de montar o perfil do nosso cubo. Vamos oficializar isso em um dossiê.”
Dossiê do Cubo Investigado:
- Face 1 (Base): 100% Pintada.
- Face 2 (Topo): 0% Pintada (seca e oposta à base).
- Faces 3, 4, 5 e 6 (Laterais): 50% Pintadas (exatamente a metade inferior de cada uma).
Esta é a nossa “ferramenta” principal. Qualquer alternativa que não se encaixe neste dossiê é uma farsa.
PASSO 3 – INTERPRETAÇÃO GUIADA (MÃO NA MASSA)
Agora, vamos executar nosso plano, aplicando o dossiê que criamos.
Analisando a Figura 2, confirmamos visualmente: a base está totalmente submersa, o topo está totalmente fora da tinta e as laterais são cortadas pela linha da tinta exatamente na metade.
🚨 ARMADILHA CLÁSSICA! 🚨
CUIDADO! O erro mais comum aqui não é contar as faces erradas, mas sim se confundir com a montagem do cubo. A armadilha mais sedutora é focar apenas na quantidade de faces pintadas (uma inteira, quatro metades) e esquecer de verificar se a disposição e orientação delas faz sentido. Lembre-se: na planificação, as quatro faces laterais devem estar conectadas à face da base.
- A Bússola (O Perfil do Culpado):
- Síntese do raciocínio: Nossa investigação deduziu que a planificação correta deve obrigatoriamente apresentar uma face totalmente pintada (a base), que serve de âncora para quatro faces laterais pintadas pela metade. Por fim, deve haver uma face totalmente em branco (o topo), que se conectará a uma das laterais e ficará oposta à base quando o cubo for montado.
- Expectativa: Estamos procurando uma planificação que mostre: 1. Uma face 100% pintada. 2. Quatro faces 50% pintadas, com a parte pintada tocando as arestas da face 100% pintada. 3. Uma face 0% pintada.
PASSO 4 – ALTERNATIVAS COMENTADAS (A AUTÓPSIA)
Vamos interrogar cada suspeito (alternativa) usando nossa Bússola.
- Alternativa (A):
- A “Narrativa do Erro”: O candidato vê uma face inteira e quatro metades, e se precipita. Contudo, a disposição está caótica. A face inteira e a de cima (que deveria ser o topo) estão pintadas.
- O “Diagnóstico do Erro”: Contradição Direta. O dossiê exige um topo (oposto à base) totalmente branco. Esta planificação pinta o topo, violando uma regra fundamental da nossa investigação.
- Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
- Alternativa (B):
- A “Narrativa do Erro”: O candidato reconhece as metades pintadas, mas não percebe a orientação incorreta. A forma como as metades estão pintadas não criaria uma “linha de tinta” contínua ao redor do cubo.
- O “Diagnóstico do Erro”: Erro de Visualização Espacial. Se você montar este cubo, as partes pintadas das faces laterais não se alinharão corretamente com a base pintada.
- Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
- Alternativa (C):
- Análise de Correspondência: Esta alternativa corresponde perfeitamente à nossa “Expectativa”. A face central pode ser a nossa base (100% pintada). As quatro faces conectadas a ela são as laterais (50% pintadas, com a parte pintada junto à base). A face na extremidade é o topo (0% pintada), que se dobrará para se opor à base.
- Conclusão: ✔️ Alternativa correta.
- Alternativa (D):
- A “Narrativa do Erro”: O candidato vê uma base pintada e algumas laterais corretas, mas nota algo estranho. Há faces demais em branco.
- O “Diagnóstico do Erro”: Contradição Direta. O nosso dossiê exige QUATRO faces laterais com 50% de pintura. Este suspeito apresenta apenas três. Uma das laterais escapou misteriosamente da tinta, o que contradiz a cena do crime (Figura 2).
- Conclusão: ❌ Alternativa incorreta.
PASSO 5 – O GRAND FINALE (APRENDIZAGEM EXPANDIDA)
Frase de Fechamento: Confirmamos, sem sombra de dúvida, que a alternativa (C) é a única representação fiel do cubo após o mergulho. O segredo do sucesso foi decompor o problema 3D em um checklist 2D (nosso dossiê) e usá-lo para eliminar os impostores.
Resumo-flash (A Imagem Mental): Lembre-se disto: “Um cubo na tinta até a metade é um prédio com o térreo inundado: o chão (base) está molhado, as paredes (laterais) estão molhadas até a metade, e o teto (topo) está perfeitamente seco.”
🧠 Para ir Além (A Ponte para o Futuro): Este raciocínio de “planificar” um objeto 3D é fundamental na Engenharia de Embalagens e no Design de Produto. Quando você vê uma caixa de pizza, um pacote de cereal ou qualquer caixa dobrável, o que você está vendo é o produto final de um processo que começou exatamente como esta questão: com uma planificação 2D. Os designers precisam visualizar como cada aba, corte e dobra no “mapa” 2D se unirá para criar a forma 3D funcional e resistente que protege o produto. A mesma habilidade que resolvemos aqui é usada para criar praticamente todas as caixas que usamos no dia a dia.
