De vez em quando, nas redes sociais, a gente se pega compartilhando notícias falsas, fotos modificadas, boatos de todo tipo. O problema é quando a matéria é falsa. E, pior ainda, se é uma matéria falsa que não foi criada por motivos humorísticos ou literários (sim, considero o “jornalismo ficcional” uma interessante forma de literatura), mas para prejudicar a imagem de algum partido ou de algum político, não importa de que posição ou tendência. Inventa-se uma arbitrariedade ou falcatrua, joga-se nas redes sociais e aguarda-se o resultado. Nesse caso, a multiplicação da notícia falsa (que está sempre sujeita a ser denunciada juridicamente como injúria, calúnia ou difamação) se dá em várias direções.
Antes de curtir, comentar ou compartilhar, procuro checar as fontes, ir aos links originais.
TAVARES, B. Disponível em: www.cartafundamental.com.br. Acesso em: 20 jan. 2015 (adaptado).
O texto expõe a preocupação de uma leitora de notícias on-line de que o compartilhamento de conteúdos falsos pode ter como consequência a
a) displicência natural das pessoas que navegam pela internet.
b) desconstrução das relações entre jornalismo e literatura.
c) impossibilidade de identificação da origem dos textos.
d) disseminação de ações criminosas na internet.
e) obtenção de maior popularidade nas redes.

📚 Matérias Necessárias para a Solução da Questão
Leitura e Interpretação de Texto, Leitura Crítica, Ética na Comunicação, Gêneros Textuais Digitais, Noções de Direito (injúria, calúnia e difamação).
🎯 Nível da Questão: Médio
✅ Gabarito: Letra D.
Passo 1: Compreendendo o Comando da Questão
🔍 A questão pede: qual a consequência apontada no texto sobre o compartilhamento de conteúdos falsos nas redes sociais?
Nosso foco, portanto, deve estar na ideia central do problema denunciado pela autora — mais do que nas causas ou soluções, é a consequência que nos interessa.
Passo 2: Destacando as Partes-Chave do Texto
Vamos sublinhar (textualmente e visualmente) os pontos essenciais:
📌 “De vez em quando, nas redes sociais, a gente se pega compartilhando notícias falsas […]”
➡️ O fenômeno é cotidiano e muitas vezes inconsciente.
📌 “…não foi criada por motivos humorísticos ou literários, mas para prejudicar a imagem de algum partido ou de algum político…”
➡️ Quando a fake news tem intenção maliciosa, torna-se grave.
📌 “…a multiplicação da notícia falsa (que está sempre sujeita a ser denunciada juridicamente como injúria, calúnia ou difamação)…”
➡️ Aqui está a consequência principal: as fake news podem configurar crimes, como injúria, calúnia ou difamação.
🧠 Isso indica que compartilhar conteúdo falso pode resultar em implicações jurídicas, ou seja, ações criminosas.
Passo 3: Amarrando a Tese à Alternativa Correta
O texto não apenas alerta sobre a desinformação, mas destaca que ela pode tomar proporções legais sérias quando envolve a imagem de figuras públicas. Portanto, a autora mostra-se preocupada com a dimensão criminosa da disseminação de fake news, e não apenas com a desatenção ou estética da informação.
Passo 4: Análise das Alternativas com Emojis Visuais
🔹 A) displicência natural das pessoas que navegam pela internet. 🟡
⚠️ Parcial. O texto menciona que as pessoas às vezes compartilham sem querer, mas o foco não é a displicência em si, e sim a consequência grave disso.
🛠️ Estaria correta se a pergunta fosse sobre a causa do problema, não a consequência.
🔹 B) desconstrução das relações entre jornalismo e literatura. 🔴
❌ Errada. O texto até menciona o “jornalismo ficcional” como algo literário, mas elogia essa mistura, e não a vê como um problema.
🔹 C) impossibilidade de identificação da origem dos textos. 🔴
❌ Errada. Pelo contrário: a autora diz que procura checar as fontes, ou seja, não há impossibilidade, mas sim um cuidado necessário.
🔹 D) disseminação de ações criminosas na internet. 🟢
✅ Correta. O texto destaca que fake news com intenção difamatória podem configurar crimes legais — esta é a consequência principal apontada.
🔹 E) obtenção de maior popularidade nas redes. 🔴
❌ Errada. O texto não menciona a busca por likes ou fama como consequência, e sim o risco de cometer crime ao espalhar desinformação.
🏆 Passo 5: Conclusão e Justificativa Final
O texto alerta para a facilidade com que fake news se espalham nas redes e, principalmente, para o fato de que esse ato aparentemente inofensivo pode ser enquadrado como crime, especialmente quando visa difamar figuras públicas. A autora reforça o dever ético de verificar as fontes antes de compartilhar e reconhece que a consequência grave é a propagação de ações criminosas.