Letter to the Editor
Michael Gerson’s Oct. 19 Tuesday Opinion column, “The state laboratory of idiocracy strikes again” did not highlight the disservice done to the Black community or any other minority group affected by White history. I wonder about how this will manipulate the perceptions of minorities in the eyes of students. The misguided stereotypes and assumptions perpetuated by these curriculum restrictions will likely prevent Black Americans from expressing themselves safely.
It’s plausible to assume that continued miseducation over generations could create a sense of false comfort for Black Americans. Without proper access to history, minorities might begin to forget the oppression they have faced and the injustices they are currently dealing with. Lacking this vital historical education only serves to continue the longstanding issue of misinformation in modern generations.
The problems are only the start of the issues that could begin to plague the American education system.
Riley Kilcarr, Springfield.
Disponível em: www.washingtonpost.com. Acesso em: 29 out. 2021.
O autor dessa carta se reporta ao editor de um jornal para
A) criticar uma matéria.
B) manipular estudantes.
C) atacar uma comunidade.
D) revelar uma premonição.
E) propagar desinformação.

✍ Resolução Em Texto
- Matérias Necessárias para a Solução da Questão:
- Língua Inglesa (Interpretação de Texto e Gêneros Textuais)
- Vocabulário (Termos de opinião e crítica: did not highlight, disservice, misguided)
- Tema/Objetivo Geral: Identificar a função comunicativa (o propósito) de uma carta enviada por um leitor a um jornal em resposta a uma coluna de opinião.
- Nível da Questão: Médio.
- Exige que o aluno distinga a voz do autor da carta da voz do autor da coluna original. Além disso, requer a compreensão de vocabulário específico que denota crítica negativa (disservice, misguided), evitando a confusão com as consequências citadas no texto (manipulação, desinformação).
- Gabarito: A
- A alternativa está correta. O autor começa o texto citando a coluna de Michael Gerson e afirma imediatamente que ela “não destacou o desserviço feito à comunidade Negra” (did not highlight the disservice). Apontar uma falha ou omissão em um texto alheio é a definição de criticar.
PASSO 1 – O QUE A QUESTÃO QUER? (O MAPA DA MINA)
Decodificação do Objetivo: Em bom português, a missão é: “O leitor Riley leu o jornal, ficou incomodado com a coluna do jornalista Michael e decidiu escrever uma resposta. O que o Riley quer fazer com essa carta? Ele quer bater palma ou puxar a orelha do jornalista?”
Simplificação Radical (A Analogia Central): Imagine que você assiste a um vídeo no YouTube sobre “História do Brasil” e o YouTuber “esquece” de falar sobre a escravidão. Você vai nos comentários e escreve: “Seu vídeo é incompleto e perigoso porque ignora o sofrimento de milhões de pessoas”.
O seu comentário tem o objetivo de criticar o vídeo. A carta do texto é exatamente esse comentário, só que impresso no jornal.
Plano de Ataque (O Roteiro da Investigação):
- Identificar o Alvo: Quem escreveu a carta (Riley) e sobre o que ele está falando (a coluna de Michael Gerson).
- Detectar o Tom: Procurar verbos e adjetivos que mostrem a opinião de Riley. Ele está feliz ou preocupado?
- Conectar com a Ação: Traduzir esse sentimento para um verbo de ação (criticar, apoiar, atacar…).
PASSO 2 – DESVENDANDO AS FERRAMENTAS (A CAIXA DE FERRAMENTAS)
Para resolver este caso, precisamos do Vocabulário da Crítica.
DOSSIÊ: PALAVRAS QUE “PUXAM A ORELHA”
- Did not highlight (Não destacou): Uma acusação de omissão. “Você esqueceu de falar disso.”
- Disservice (Desserviço): Algo que faz mal, que prejudica. “Seu texto atrapalha em vez de ajudar.”
- Misguided (Equivocado/Mal orientado): Algo que está errado ou confuso.
- Miseducation (Deseducação/Má educação): Ensinar errado.
Se o autor usa palavras como “desserviço”, “equivocado” e “omissão”, a ferramenta que ele está usando é a Crítica.
PASSO 3 – INTERPRETAÇÃO GUIADA (MÃO NA MASSA)
Vamos analisar a argumentação de Riley linha por linha.
- A Abertura (O Ataque):
“Michael Gerson’s… column… did not highlight the disservice done to the Black community…”
(A coluna de Michael Gerson não destacou o desserviço feito à comunidade Negra…).- Diagnóstico: Ele começa apontando uma falha grave no texto original. Isso é uma crítica direta.
- O Desenvolvimento (A Preocupação):
“I wonder about how this will manipulate the perceptions…”
(Eu me pergunto como isso vai manipular as percepções…).- Diagnóstico: Ele alerta para as consequências ruins do texto original (manipulação). Ele não quer manipular; ele está denunciando a manipulação.
- A Conclusão (O Alerta):
“The problems are only the start…”
(Os problemas são apenas o começo…).- Diagnóstico: Ele reforça que a abordagem atual é problemática.
Síntese do Detetive: Riley escreveu para dizer que Michael Gerson errou ao ignorar o impacto nas minorias. O objetivo é reclamar/criticar a matéria publicada.
🚨 ARMADILHA CLÁSSICA! 🚨
CUIDADO! A armadilha aqui é a alternativa B (manipular estudantes). O texto fala muito sobre “manipulate perceptions” (manipular percepções) e “misguided stereotypes” (estereótipos equivocados). O aluno desatento lê a palavra “manipular” no texto e marca a alternativa B
- O Erro: O autor da carta está reclamando que a matéria (ou o sistema educacional defendido/criticado nela) manipula os estudantes. Ele (o autor da carta) não quer manipular; ele quer impedir a manipulação através da sua crítica.
A Bússola (O Perfil do Culpado):
- Síntese do raciocínio: O texto é uma reação negativa a uma publicação anterior. O autor aponta omissões (“did not highlight”) e danos (“disservice”).
- Expectativa: Um verbo que signifique “apontar falhas”, “julgar negativamente” ou “criticar”.
PASSO 4 – ALTERNATIVAS COMENTADAS (A AUTÓPSIA)
A) criticar uma matéria.
- Análise de Correspondência: Perfeita. A carta é uma resposta à “October 19 Opinion column” (matéria de opinião) e aponta que ela prestou um “disservice” (desserviço). Isso é a definição de crítica jornalística.
- Conclusão: 🟢 Alternativa correta.
B) manipular estudantes.
- O “Diagnóstico do Erro”: Confusão de Agente. O autor denuncia a manipulação feita pelo currículo escolar/matéria, ele não é o agente manipulador. Ele está tentando “abrir os olhos” dos leitores.
- Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
C) atacar uma comunidade.
- O “Diagnóstico do Erro”: Inversão de Sentido. O autor está defendendo a “Black community” (comunidade negra) e dizendo que a matéria original fez um desserviço a ela. Ele ataca o texto, não a comunidade.
- Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
D) revelar uma premonição.
- O “Diagnóstico do Erro”: Exagero Místico. O autor faz previsões lógicas (“It’s plausible to assume…” – É plausível assumir…), mas isso é uma análise de consequências, não uma “premonição” (algo sobrenatural ou profético). Além disso, o foco principal é a falha da matéria presente, não apenas o futuro.
- Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
E) propagar desinformação.
- O “Diagnóstico do Erro”: Oposto do Objetivo. O autor menciona “misinformation” (desinformação) para dizer que ela é um problema que precisa ser combatido através da educação histórica correta. Ele escreve para combater a desinformação, não para espalhá-la.
- Conclusão: 🔴 Alternativa incorreta.
PASSO 5 – O GRAND FINALE (APRENDIZAGEM EXPANDIDA)
Frase de Fechamento: Confirmamos que a alternativa A é a correta. A “Letter to the Editor” é o espaço democrático do jornal onde o leitor exerce seu direito de resposta, frequentemente para corrigir ou criticar a linha editorial.
Resumo-flash (A Imagem Mental): Disservice = Crítica. (Se alguém diz que você prestou um “desserviço”, essa pessoa não está te elogiando).
Para ir Além (A Ponte para o Futuro): O tema desta carta toca na Teoria Crítica da Raça (Critical Race Theory) e na importância do currículo escolar na formação da identidade. Sociólogos argumentam que a “invisibilidade” histórica (não ensinar a história das minorias) é uma forma de violência simbólica. Ao criticar a matéria por não destacar isso, o autor da carta está aplicando um conceito sociológico vital: a história não contada é uma forma de opressão.